Peg viaja para os confins do universo não por coragem, mas por sentir-se invisível na Terra. Um monólogo espacial que questiona: se ninguém nos observa, nós realmente existimos?
Ciência Pop
A cultura também explica o mundo – às vezes melhor do que muitos tratados acadêmicos. Nesta categoria, analisamos como filmes, livros e séries traduzem ideias científicas, debates sociais e tendências tecnológicas. É um espaço para pensar com leveza, entender com precisão e perceber ciência onde menos se espera.
Solos (Ep. 2): Tom e o paradoxo da identidade
Tom está morrendo e decide poupar sua família da dor encomendando um clone para substituí-lo. Mas quando a cópia se revela uma versão “melhorada” de si mesmo, o ato de amor vira um pesadelo existencial. Uma reflexão sobre ego, substituição e o que realmente nos define.
Solos (Ep. 1): Leah e a tragédia de viver no “amanhã”
Leah quer vencer o tempo para salvar a mãe, mas descobre que a obsessão pelo futuro é a forma mais cruel de perder o presente. Um estudo sobre ansiedade, controle e a cegueira de quem sacrifica o agora por um “amanhã” que nunca chega.
Solos (Prime Video): O significado e a mensagem de cada episódio
Filmada na pandemia, Solos usa a ficção científica minimalista para explorar a condição humana. Com grandes astros em narrativas unipessoais, a série questiona: quem somos quando ninguém está olhando?
O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas
A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.
3 Livros Sci-Fi para Questionar a Identidade
A tecnologia moderna vende promessas de alívio: delegar a memória a um banco de dados, a decisão a um algoritmo, a dor a um atalho. Mas, quando a fricção some, sobra o quê de “pessoa”? O debate da identidade aqui não é de laboratório – é de arquitetura.
3 Livros Sci-Fi para Entender o Poder das Métricas
A métrica nasceu para medir o trabalho. Em algum momento, virou um jeito de medir a vida. Quando tudo é quantificado, “valor” escorrega para “entrega”, e “pertencer” vira “aderir ao padrão”. O dilema ético do século XXI fica bem pouco futurista: o que acontece com a pessoa quando ela falha na planilha?
3 Livros Sci-Fi sobre a Ética do Projeto
Todo projeto é um voto de confiança no futuro. Só que a parte difícil não é inventar – é sustentar. Quando a criação excede a intenção do criador, a pergunta não é “funciona?”, mas “quem responde?”. A ética do projeto, portanto, não está na máquina – está na governança.
A Metamorfose: O indivíduo reduzido à métrica e o custo de ser um ponto fora da curva
Autor: Franz Kafka – Publicação: 1915
Em A Metamorfose, quando Gregor Samsa acorda transformado em um inseto, o absurdo não é só biológico. É social. Kafka testa uma pergunta incômoda: quanto vale uma pessoa quando ela deixa de entregar resultado?
Eu Sou a Lenda: Quando a maioria redefine o normal
Autor: Richard Matheson – Publicação: 1954
O terror de Eu Sou a Lenda não está só nos monstros, mas na inversão do padrão: de repente, o protagonista é quem “não encaixa”. Matheson força uma pergunta desconfortável e bem atual: quando a maioria muda, o que acontece com o antigo “normal”?