A tecnologia costuma chegar antes da conversa séria sobre o que fazer com ela. Vem acompanhada daquela promessa silenciosa, quase mágica: “agora vai”. Mas toda vez que essa crença reaparece, embalada por discursos de inovação, eficiência e modernização, um velho alerta retorna: estamos debatendo tecnologia ou apenas nos curvando diante dela?
tecnologia e sociedade
Corpo e tempo: o relógio biológico contra o relógio social
O corpo funciona em ritmo solar. A tecnologia, em ritmo de notificação. Entre os dois, cresce um custo fisiológico que nenhum app de produtividade contabiliza.
O corpo Humano não é uma Máquina
A Revolução Industrial apontou que o corpo funciona como motor: queima combustível, gasta energia, precisa de manutenção. O Silicon Valley do século XXI atualizou o manual: agora o corpo é software — precisa de update, otimização e hack. A fisiologia discorda das duas versões.
Biohacking: com B de Business e Bilhões
O corpo virou plataforma. Cada jejum tem protocolo, cada suplemento tem dosagem, cada noite de sono tem score. E tem alguém lucrando com cada ponto dessa planilha.
Cinco modelos de futuro na ficção científica
Nem toda nave aponta para o mesmo amanhã. Há futuros de abundância e de racionamento, de autonomia e de controle. E, nesse contexto, a boa ficção científica não prevê o futuro – testa hipóteses. Por isso, para você reconhecer alguns padrões, aqui vão cinco modelos de futuro na ficção científica.
Vertentes “punk” no cinema: cyberpunk, steampunk e biopunk
Engrenagens, carros voadores e laboratórios – alguns modos de imaginar futuros alternativos que, na imaginação, podem ser imperfeitos para alguns e mais que perfeitos para outros. Essas vertentes ‘punk’ discutem poder, tecnologia e corpo humano através de temporalidades complexas. Então, em vez de rótulos simplistas, aqui vai um mapa rápido para reconhecer algumas das principais vertentes “punk” no cinema.
A Tecnologia e o Tempo humano: um embate atemporal
A cada nova invenção, acreditamos estar conquistando horas preciosas. Porém, quanto mais sofisticadas as ferramentas, mais escasso parece o tempo livre. Isso não é ironia do destino — é padrão histórico.