Há algo curioso – e perigoso – no discurso pedagógico contemporâneo: quase tudo soa progressista. Fala-se em autonomia, protagonismo, criatividade, aprendizagem significativa, resolução de problemas. Um vocabulário sedutor, aparentemente incontestável.
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O saber que vira técnica: Por que a formação profissional não pode perder de vista a atividade humana?
Existe um equívoco que atravessa a formação profissional há décadas: a ideia de que aprender um ofício é, essencialmente, aprender a operar coisas. Máquinas. Procedimentos. Protocolos. Ferramentas. Uma visão confortável. Porém, limitada.
A promessa da neutralidade: Por que a Educação Profissional e Tecnológica nunca foi apenas técnica?
A formação profissional costuma ser apresentada como algo direto, objetivo, quase mecânico. Um conjunto de procedimentos que, se ensinados corretamente, preparam alguém para atuar no mundo do trabalho. Uma narrativa limpa, eficiente – e profundamente enganosa.
Quando a tecnologia vira mito: Por que precisamos devolver o humano ao centro da Educação Profissional e Tecnológica?
A tecnologia costuma chegar antes da conversa séria sobre o que fazer com ela – sempre acompanhada daquela sensação de que, desta vez, “agora vai”. Mas toda vez que essa crença reaparece, embalada por discursos de inovação, eficiência e modernização, um velho alerta retorna: estamos debatendo tecnologia… ou nos ajoelhando diante dela?