Aos nove anos, visitou o Planetário Hayden e decidiu que estudaria o universo. Aos dezessete, recebeu uma carta de Carl Sagan convidando-o a passar um dia em Cornell. Aos quarenta, rebaixou Plutão. Das teses aos memes, Neil deGrasse Tyson transformou astrofísica em cultura pop.
Pensadores e Cientistas
As pessoas por trás das ideias — o que pensaram, por que pensaram e o que isso ainda tem a ver com a gente.
Yuval Noah Harari: o historiador que passou a narrar o futuro
Estudava batalhas medievais. Praticava meditação Vipassana duas horas por dia. Vivia num moshav perto de Jerusalém. E, “de repente”, se tornou o intelectual mais lido do planeta — com 45 milhões de cópias vendidas e convites de chefes de Estado. A trajetória de Yuval Harari não é apenas improvável. É difícil de classificar.
Noam Chomsky: o linguista que desafiou impérios
Revolucionou a linguística antes dos trinta. Foi preso por protestar contra guerras. Tornou-se o intelectual mais citado do mundo. E aos 97, após um AVC que lhe tirou a fala, ainda levanta o braço em protesto ao ver imagens de conflitos. A voz parou. A posição, não.
Ada Lovelace: a filha do poeta que escreveu o primeiro programa da história
Filha do poeta mais célebre da Inglaterra, foi criada pela mãe para ser o oposto dele: racional, metódica, avessa à imaginação. Mas Ada Lovelace uniu exatamente o que sua mãe tentou separar — e escreveu o primeiro programa de computador da história, para uma máquina que ainda não existia.
Mary Somerville: a mulher que fez a ciência precisar de um nome novo
A família proibiu seus estudos. Ela aprendeu matemática escondida, à luz de vela. Décadas depois, seu trabalho era tão inclassificável que foi preciso inventar uma palavra nova para descrevê-la: scientist. Mary Somerville não apenas produziu conhecimento — fez a ciência precisar de um nome.
Descartes e Turing: a mesma pergunta, 300 anos depois
“O que é pensar — e como provar que algo pensa?” Descartes respondeu pelo lado de dentro. Turing, pelo lado de fora. Três séculos separam as respostas — e elas ainda se contradizem.
Karl Popper: o filósofo que fugiu de Viena e desafiou o consenso
Foi marxista aos dezesseis e anticomunista aos vinte. Formou-se marceneiro antes de virar filósofo. Fugiu do nazismo para o outro lado do planeta — e, ao voltar, ameaçou Wittgenstein com um atiçador de lareira. Karl Popper não era exatamente o tipo de filósofo que se contenta em pensar em silêncio.
Daniel Kahneman: o psicólogo que provou que não pensamos tão bem quanto acreditamos
Nunca cursou economia — mas ganhou esse Nobel. Mostrou que as pessoas decidem com base em atalhos mentais, não em lógica. E escreveu um dos livros de ciência mais vendidos do século XXI. Daniel Kahneman não estudava mercados; estudava a mente que opera neles.
Thomas Kuhn: o físico que mudou a forma como entendemos a ciência
Você já usou a expressão “mudança de paradigma”? Então citou Thomas Kuhn sem saber. Físico de formação, abandonou o laboratório para fazer uma pergunta muito interessante: e se a ciência não avançar em linha reta? A resposta vendeu mais de um milhão de cópias — e irritou cientistas e filósofos por igual.
Alan Turing: o homem que imaginou o computador e foi destruído por seu tempo
Formalizou a computação antes de o computador existir. Quebrou códigos nazistas que ajudaram a encurtar a Segunda Guerra. Propôs o teste que define o debate sobre máquinas pensantes. Depois, foi condenado por seu próprio país. A história de Alan Turing é genialidade e injustiça na mesma medida.