Quando educar vira otimizar: dilemas da escola contemporânea

Blocos de madeira em escada com ícones de tecnologia ascendente, figuras humanas de madeira e caderno com anotações à mão na base

A escola ganhou métricas, plataformas, inteligência artificial e acesso remoto. Mas, perdeu o quê? Dilemas contemporâneos sugerem que a resposta está naquilo que a eficiência tem mais dificuldade de medir — e, por isso, mais facilidade de descartar.

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Inteligência Artificial na Educação Superior: ferramenta de escrita ou terceirização do pensamento?

Estudante faz anotações ao lado de notebook e livro aberto, representando o uso da inteligência artificial na educação superior e na produção acadêmica.

A inteligência artificial pode ajudar estudantes a escrever, revisar e organizar ideias. O problema começa quando a ferramenta deixa de apoiar a produção acadêmica e passa a substituir justamente aquilo que deveria formar: perguntar, ler, comparar, argumentar e assumir responsabilidade pelo que se escreve.

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A sala de aula ainda é necessária? O que o EAD não consegue substituir

Mão segurando caneta sobre caderno ao lado de notebook aberto, representando a tensão entre ensino presencial e EAD.

A educação a distância funciona — mas não funciona do mesmo modo para todos. Antes de declarar a sala de aula obsoleta, é preciso perguntar o que o digital resolve bem, onde ele falha e por que a presença ainda organiza dimensões da aprendizagem que a tela não reproduz.

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Avaliar é ensinar: por que a avaliação ainda é um nó pedagógico?

Estudante concentrado durante prova em sala de aula, ilustrando a lógica do exame na avaliação da aprendizagem escolar.

A nota saiu. O bimestre fechou. O processo seguiu. Em algum momento, alguém aprendeu alguma coisa — mas qual foi, exatamente, o papel da avaliação nesse percurso? A pergunta parece simples. Mas, na prática, a resposta revela bem mais sobre a escola do que sobre o ensino.

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