A ética na ciência começa por uma pergunta: quem decide o uso do que se descobre? De Frankenstein à bomba atômica, a resposta raramente esteve nas mãos de quem fez a descoberta.
Dilemas Atuais
As perguntas que a tecnologia, a política e o cotidiano jogam no nosso colo antes de a gente ter tempo de pensar nelas.
Quando educar vira otimizar: dilemas da escola contemporânea
A escola ganhou métricas, plataformas, inteligência artificial e acesso remoto. E perdeu o quê? Os dilemas contemporâneos apontam para aquilo que a eficiência tem mais dificuldade de medir – e, por isso, mais facilidade de descartar.
O desabafo digital: por que tanta gente prefere falar com uma máquina?
Fila longa, custo alto, medo de julgamento – e, do outro lado, uma tela que responde na hora, não cobra e nunca levanta a sobrancelha. O recurso à máquina revela muito sobre o preço de ser ouvido por gente de verdade.
Inteligência Artificial na Educação Superior: ferramenta de escrita ou terceirização do pensamento?
A inteligência artificial pode ajudar estudantes a escrever, revisar e organizar ideias. O problema começa quando a ferramenta substitui justamente aquilo que deveria formar: perguntar, ler, comparar, argumentar e assumir responsabilidade pelo que se escreve.
Enem e Ensino Médio: formação ou treinamento para a prova?
O Enem avalia, seleciona e abre portas. Mas, quando uma prova passa a organizar o Ensino Médio, surge uma pergunta importante: estamos formando estudantes ou treinando candidatos para performar bem em um grande teste nacional?
A sala de aula ainda é necessária? O que o EAD não consegue substituir
A educação a distância funciona – mas não do mesmo modo para todos. Antes de declarar a sala de aula obsoleta, vale perguntar o que o digital resolve bem, onde falha e o que a presença ainda organiza na aprendizagem.
Currículo como projeto de mundo: quem decide o que vale ser ensinado?
O currículo escolar resulta de escolhas feitas por pessoas. E essas escolhas, mesmo quando invisíveis, definem cada disciplina, cada hora-aula, cada conteúdo que cada um de nós vai aprender… ou não.
Avaliar é ensinar: por que a avaliação ainda é um nó pedagógico?
A nota saiu. O bimestre fechou. Em algum momento, alguém aprendeu alguma coisa – mas qual foi, exatamente, o papel da avaliação nesse percurso? A resposta revela mais sobre a escola do que sobre o ensino.
Professor e inteligência artificial: por que a mediação humana não se automatiza?
A inteligência artificial explica, corrige e adapta. Se ela faz tudo isso, para que serve o professor? Para tudo aquilo que começa quando a explicação termina.
Inteligência biológica em xeque: o que resta quando a máquina aprende melhor?
Durante milênios, a inteligência foi a nossa vantagem exclusiva. Agora, uma de suas versões aprende mais rápido, compartilha instantaneamente e não morre. Quando o que nos definiu já não é só nosso, o que resta?