Quando educar vira otimizar: dilemas da escola contemporânea

Blocos de madeira em escada com ícones de tecnologia ascendente, figuras humanas de madeira e caderno com anotações à mão na base

A escola ganhou métricas, plataformas, inteligência artificial e acesso remoto. Mas, perdeu o quê? Dilemas contemporâneos sugerem que a resposta está naquilo que a eficiência tem mais dificuldade de medir — e, por isso, mais facilidade de descartar.

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Quando aprender vira adaptação: por que as pedagogias atuais esvaziam o ensino na EPT?

Sala de aula vazia na educação profissional e tecnológica.

Há algo curioso – e perigoso – no discurso pedagógico contemporâneo: quase tudo soa progressista. Fala-se em autonomia, protagonismo, criatividade, aprendizagem significativa, resolução de problemas. Um vocabulário sedutor, aparentemente incontestável. Mas palavras bonitas também podem esconder armadilhas.

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A promessa da neutralidade: por que a EPT nunca foi apenas técnica?

Estudante observando amostras em um microscópio em laboratório, com outros alunos ao fundo.

A formação profissional costuma ser apresentada como algo direto, objetivo, quase mecânico. Um conjunto de procedimentos que, se ensinados corretamente, prepararia alguém para atuar no mundo do trabalho. A narrativa parece limpa, eficiente, confortável. E profundamente enganosa.

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