O Enem avalia, seleciona e abre portas. Mas, quando uma prova passa a organizar o Ensino Médio, surge uma pergunta incômoda: estamos formando estudantes ou treinando candidatos para performar bem em um grande teste nacional?
currículo
Currículo como projeto de mundo: quem decide o que vale ser ensinado?
A escola tem um currículo. Alguém o escreveu. Alguém decidiu o que entra e o que fica de fora. Esse alguém raramente aparece na conversa sobre educação – mas está em cada disciplina, em cada hora-aula, em cada conteúdo que uma criança vai ou não vai aprender.
Avaliar é ensinar: por que a avaliação ainda é um nó pedagógico?
A nota saiu. O bimestre fechou. O processo seguiu. Em algum momento, alguém aprendeu alguma coisa – mas qual foi, exatamente, o papel da avaliação? Essa pergunta parece simples. Na prática, ela toca um dos pontos mais resistentes da cultura escolar.
Quando aprender vira adaptação: por que as pedagogias atuais esvaziam o ensino na EPT?
Há algo curioso – e perigoso – no discurso pedagógico contemporâneo: quase tudo soa progressista. Fala-se em autonomia, protagonismo, criatividade, aprendizagem significativa, resolução de problemas. Um vocabulário sedutor, aparentemente incontestável. Mas palavras bonitas também podem esconder armadilhas.
A promessa da neutralidade: por que a EPT nunca foi apenas técnica?
A formação profissional costuma ser apresentada como algo direto, objetivo, quase mecânico. Um conjunto de procedimentos que, se ensinados corretamente, prepararia alguém para atuar no mundo do trabalho. A narrativa parece limpa, eficiente, confortável. E profundamente enganosa.