3 livros de ficção científica para pensar identidade e substituição

Rosto com linhas de código de barras projetadas sobre a pele, evocando a redução da identidade a métricas e classificações.

A ficção científica é lembrada por inventar futuros — mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que perguntam sobre o presente: o que ainda chamamos de identidade quando nossas escolhas, emoções e lembranças começam a ser organizadas por sistemas que não controlamos?

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3 livros de ficção científica sobre ética do projeto e responsabilidade tecnológica

Jovem de óculos com expressão de frustração diante de um laptop, representando o peso das consequências de projetos mal acompanhados.

A ficção científica é lembrada por inventar mundos — mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que dizem sobre o nosso: o que acontece quando alguém cria algo, coloca no mundo e não fica para ver o resultado?

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A Metamorfose: Gregor Samsa, burocracia e o custo de deixar de funcionar

Homem sentado sozinho diante de um laptop em ambiente escuro, iluminado apenas pela tela e por uma luminária, evocando o isolamento funcional de Gregor Samsa.

Autor: Franz KafkaPublicação: 1915

Em A Metamorfose, Gregor Samsa acorda transformado em inseto. A cena é absurda, mas o que pesa de verdade está na reação ao redor dele. Antes da transformação, Gregor já vivia como peça de uma engrenagem: trabalhava, sustentava a casa, pagava dívidas e carregava expectativas. Quando deixa de funcionar, o cuidado não vem primeiro. Vem a cobrança.

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Eu Sou a Lenda: Robert Neville, maioria e o normal que vira desvio

Rosto de homem mais velho em close preto e branco, com expressão marcada e olhar direto, evocando o isolamento de Robert Neville em Eu Sou a Lenda.

Autor: Richard MathesonPublicação: 1954

O terror de Eu Sou a Lenda não está só nos monstros. Está na inversão: de repente, o protagonista é quem não encaixa. Matheson escreveu um romance sobre o que acontece quando a maioria muda — e quem ficou no mesmo lugar acorda classificado como ameaça.

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O Jogo do Exterminador: simulação, distância moral e responsabilidade delegada

Jovem com óculos de realidade virtual em ambiente de simulação com painéis luminosos, evocando o treinamento por interface de O Jogo do Exterminador.

Autor: Orson Scott CardPublicação: 1985

Interfaces tornam decisões mais limpas. A tela organiza, o painel simplifica, o jogo transforma ação em desempenho. Em O Jogo do Exterminador, Orson Scott Card leva essa lógica a um ponto extremo: crianças treinadas em um sistema que parece simulação, mas produz consequências reais.

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Vinte Mil Léguas Submarinas: tecnologia, segredo e poder sem auditoria

Vista subaquática em tons de azul profundo com fundo oceânico rochoso, evocando o mundo submarino explorado pelo Nautilus em Vinte Mil Léguas Submarinas.

Autor: Júlio VernePublicação: 1870

Em Vinte Mil Léguas Submarinas, Júlio Verne transforma o Nautilus em mais do que um submarino extraordinário. Ele é tecnologia, refúgio e poder fora do alcance comum — geográfico, jurídico e moral. A aventura é excelente. O que ela diz sobre segredo, isolamento e responsabilidade dura mais do que a trama.

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