A inteligência artificial reacende uma pergunta antiga: o que acontece quando uma criação começa a agir de modo que seu criador não consegue prever totalmente? De Frankenstein aos modelos generativos, o medo mudou de cenário. Saiu do laboratório gótico e entrou nos sistemas que escrevem, recomendam, classificam e decidem.
mary shelley
Solos (Ep. 6): Nera e o terror da maternidade
A maternidade costuma ser romantizada. Aqui ela é um filme de sobrevivência. Nera enfrenta um filho que cresce rápido demais – e o horror não está na ficção científica, mas no medo que toda mãe conhece: quem é esse estranho que eu coloquei no mundo?
Frankenstein: o século elétrico e o medo da ciência
Antes de virar monstro de cinema, Frankenstein nasceu em um século fascinado por máquinas, eletricidade e experimentos com a vida.
A solidão do criador em Frankenstein: por que invenções exigem diálogo?
Todo criador corre o risco de se apaixonar pela própria ideia antes de escutar o mundo. Em Frankenstein, esse risco ganha forma em Victor: ele cria no isolamento, esconde o processo e abandona a consequência.
Por que o monstro de Frankenstein continua atual?
O tempo costuma diminuir alguns medos. Múmias, vampiros e criaturas antigas já viraram fantasia, fantasia de Halloween e boneco de prateleira. Mas alguns monstros resistem melhor ao envelhecimento.
Frankenstein na tela: 4 adaptações essenciais antes da Netflix
Estas são as versões que moldaram o imaginário do cinema – dos relâmpagos de 1931 à tentativa fiel de 1994. Cada época projetou seu medo no mesmo corpo. Ver (ou rever) essas quatro adaptações é entender como o monstro de Mary Shelley foi sendo reconstruído – pedaço por pedaço – pela lente do tempo.
Mary Shelley e Frankenstein: como nasceu o clássico
Antes do monstro, do raio e das adaptações para o cinema, havia Mary Shelley: uma jovem escritora cercada por debates científicos, filosóficos e literários.
Frankenstein: criação, abandono e responsabilidade pelo que colocamos no mundo
Autora: Mary Shelley – Publicação: 1818
Frankenstein costuma ser lembrado como uma história de monstro. Mas o centro do romance de Mary Shelley não está apenas na criatura. Está no criador que consegue dar vida a algo extraordinário e, logo depois, foge da responsabilidade pelo que colocou no mundo.