Caixa-preta da IA e Frankenstein: quando a criação se torna imprevisível

Mary Shelley segura uma caixa-preta em um laboratório gótico, em referência à imprevisibilidade da inteligência artificial e ao imaginário de Frankenstein.

A inteligência artificial reacende uma pergunta que Frankenstein já colocava: o que acontece quando uma criação começa a agir de modo que seu criador não consegue prever totalmente? O medo não mudou — mudou de cenário. Saiu do laboratório gótico e entrou nos sistemas que escrevem, recomendam, classificam e decidem.

Ler mais

O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas

Duas crianças pequenas brincam juntas no chão com uma torre de blocos coloridos, praticando aprendizado social e funções executivas.

A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.

Ler mais

Frankenstein na tela: 4 adaptações essenciais antes da Netflix

Cena da adaptação de Frankenstein da Netflix mostrando o cientista em um auditório diante de uma plateia, realizando uma demonstração pública.

Estas são as versões que moldaram o imaginário do cinema – dos relâmpagos de 1931 à tentativa fiel de 1994. Cada época projetou seu medo no mesmo corpo. Ver (ou rever) essas quatro adaptações é entender como o monstro de Mary Shelley foi sendo reconstruído – pedaço por pedaço – pela lente do tempo.

Frankenstein: criação, abandono e responsabilidade pelo que colocamos no mundo

Estátua deteriorada em cemitério cercado por vegetação densa, evocando o abandono e a solidão da criatura de Frankenstein.

Autora: Mary ShelleyPublicação: 1818

Frankenstein costuma ser lembrado como uma história de monstro. Mas o centro do romance de Mary Shelley não está na criatura. Está no criador que consegue dar vida a algo extraordinário e, logo depois, foge da responsabilidade pelo que colocou no mundo.

Ler mais