Caixa-preta da IA e Frankenstein: quando a criação se torna imprevisível

Mary Shelley segura uma caixa-preta em um laboratório gótico, em referência à imprevisibilidade da inteligência artificial e ao imaginário de Frankenstein.

A inteligência artificial reacende uma pergunta antiga: o que acontece quando uma criação começa a agir de modo que seu criador não consegue prever totalmente? De Frankenstein aos modelos generativos, o medo mudou de cenário. Saiu do laboratório gótico e entrou nos sistemas que escrevem, recomendam, classificam e decidem.

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O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas

Duas crianças pequenas brincam juntas no chão com uma torre de blocos coloridos, praticando aprendizado social e funções executivas.

A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.

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3 livros de ficção científica sobre ética do projeto e responsabilidade tecnológica

Ilustração sci-fi sobre responsabilidade tecnológica, ética do projeto, leis e custódia de sistemas autônomos.

A ficção científica costuma imaginar máquinas, criaturas, robôs, guerras espaciais e sistemas extremos. Mas, neste conjunto, o ponto principal não é a invenção em si. É a responsabilidade que nasce quando algo é criado, colocado em funcionamento e passa a afetar outras vidas.

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Frankenstein: o século elétrico e o medo da ciência

Descargas elétricas simbolizando o galvanismo no século XIX, tema central de Frankenstein de Mary Shelley.

Antes de virar monstro de cinema, Frankenstein nasceu em um século fascinado por máquinas, eletricidade e experimentos com a vida.

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A solidão do criador em Frankenstein: por que invenções exigem diálogo?

Frascos e vidrarias de um laboratório antigo, simbolizando o isolamento e a introspecção do criador na história de Frankenstein.

Todo criador corre o risco de se apaixonar pela própria ideia antes de escutar o mundo. Em Frankenstein, esse risco ganha forma em Victor: ele cria no isolamento, esconde o processo e abandona a consequência.

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Por que o monstro de Frankenstein continua atual?

Pessoa em uma banheira antiga cercada por velas acesas, em ambiente escuro, simbolizando introspecção, tempo e beleza que se desfaz, inspiração estética de Frankenstein.

O tempo costuma diminuir alguns medos. Múmias, vampiros e criaturas antigas já viraram fantasia, fantasia de Halloween e boneco de prateleira. Mas alguns monstros resistem melhor ao envelhecimento.

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Frankenstein na tela: 4 adaptações essenciais antes da Netflix

Cena da adaptação de Frankenstein da Netflix mostrando o cientista em um auditório diante de uma plateia, realizando uma demonstração pública.

Estas são as versões que moldaram o imaginário do cinema – dos relâmpagos de 1931 à tentativa fiel de 1994. Cada época projetou seu medo no mesmo corpo. Ver (ou rever) essas quatro adaptações é entender como o monstro de Mary Shelley foi sendo reconstruído – pedaço por pedaço – pela lente do tempo.

Mary Shelley e Frankenstein: como nasceu o clássico

Antes do monstro, do raio e das adaptações para o cinema, havia Mary Shelley: uma jovem escritora cercada por debates científicos, filosóficos e literários.

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Frankenstein: criação, abandono e responsabilidade pelo que colocamos no mundo

Estátua sem cabeça cercada por grades enferrujadas em um bosque, simbolizando o corpo fragmentado e sem controle da criatura de Frankenstein.

Autora: Mary ShelleyPublicação: 1818
Frankenstein costuma ser lembrado como uma história de monstro. Mas o centro do romance de Mary Shelley não está apenas na criatura. Está no criador que consegue dar vida a algo extraordinário e, logo depois, foge da responsabilidade pelo que colocou no mundo.

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