A inteligência artificial reacende uma pergunta antiga: o que acontece quando uma criação começa a agir de modo que seu criador não consegue prever totalmente? De Frankenstein aos modelos generativos, o medo mudou de cenário. Saiu do laboratório gótico e entrou nos sistemas que escrevem, recomendam, classificam e decidem.
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Solos (Ep. 6): Nera e o terror da maternidade
A maternidade costuma ser romantizada. Aqui ela é um filme de sobrevivência. Nera enfrenta um filho que cresce rápido demais – e o horror não está na ficção científica, mas no medo que toda mãe conhece: quem é esse estranho que eu coloquei no mundo?
O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas
A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.
3 livros de ficção científica sobre ética do projeto e responsabilidade tecnológica
A ficção científica costuma imaginar máquinas, criaturas, robôs, guerras espaciais e sistemas extremos. Mas, neste conjunto, o ponto principal não é a invenção em si. É a responsabilidade que nasce quando algo é criado, colocado em funcionamento e passa a afetar outras vidas.
Frankenstein: o século elétrico e o medo da ciência
Antes de virar monstro de cinema, Frankenstein nasceu em um século fascinado por máquinas, eletricidade e experimentos com a vida.
A solidão do criador em Frankenstein: por que invenções exigem diálogo?
Todo criador corre o risco de se apaixonar pela própria ideia antes de escutar o mundo. Em Frankenstein, esse risco ganha forma em Victor: ele cria no isolamento, esconde o processo e abandona a consequência.
Por que o monstro de Frankenstein continua atual?
O tempo costuma diminuir alguns medos. Múmias, vampiros e criaturas antigas já viraram fantasia, fantasia de Halloween e boneco de prateleira. Mas alguns monstros resistem melhor ao envelhecimento.
Frankenstein na tela: 4 adaptações essenciais antes da Netflix
Estas são as versões que moldaram o imaginário do cinema – dos relâmpagos de 1931 à tentativa fiel de 1994. Cada época projetou seu medo no mesmo corpo. Ver (ou rever) essas quatro adaptações é entender como o monstro de Mary Shelley foi sendo reconstruído – pedaço por pedaço – pela lente do tempo.
Mary Shelley e Frankenstein: como nasceu o clássico
Antes do monstro, do raio e das adaptações para o cinema, havia Mary Shelley: uma jovem escritora cercada por debates científicos, filosóficos e literários.
Frankenstein: criação, abandono e responsabilidade pelo que colocamos no mundo
Autora: Mary Shelley – Publicação: 1818
Frankenstein costuma ser lembrado como uma história de monstro. Mas o centro do romance de Mary Shelley não está apenas na criatura. Está no criador que consegue dar vida a algo extraordinário e, logo depois, foge da responsabilidade pelo que colocou no mundo.