Caixa-preta da IA e Frankenstein: quando a criação se torna imprevisível

Mary Shelley segura uma caixa-preta em um laboratório gótico, em referência à imprevisibilidade da inteligência artificial e ao imaginário de Frankenstein.

A inteligência artificial reacende uma pergunta que Frankenstein já colocava: o que acontece quando uma criação começa a agir de modo que seu criador não consegue prever totalmente? O medo não mudou — mudou de cenário. Saiu do laboratório gótico e entrou nos sistemas que escrevem, recomendam, classificam e decidem.

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3 livros de ficção científica sobre ética do projeto e responsabilidade tecnológica

Jovem de óculos com expressão de frustração diante de um laptop, representando o peso das consequências de projetos mal acompanhados.

A ficção científica é lembrada por inventar mundos — mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que dizem sobre o nosso: o que acontece quando alguém cria algo, coloca no mundo e não fica para ver o resultado?

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Frankenstein: criação, abandono e responsabilidade pelo que colocamos no mundo

Estátua deteriorada em cemitério cercado por vegetação densa, evocando o abandono e a solidão da criatura de Frankenstein.

Autora: Mary ShelleyPublicação: 1818

Frankenstein costuma ser lembrado como uma história de monstro. Mas o centro do romance de Mary Shelley não está na criatura. Está no criador que consegue dar vida a algo extraordinário e, logo depois, foge da responsabilidade pelo que colocou no mundo.

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