Pense Como Cientista: o curso de Marcelo Gleiser sobre o método científico

No curso Pense Como Cientista, Marcelo Gleiser refaz em quinze aulas o caminho do pensamento científico, do xamã ao laboratório, e mostra como as mesmas ferramentas servem para avaliar qualquer informação do dia a dia.

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Por que errar faz parte da ciência?

O erro na ciência funciona como matéria-prima: Kepler levou anos para abandonar o círculo, Einstein reviu o próprio universo diante dos dados de Hubble. Dúvida, fracasso e humildade sustentam o método e servem muito além do laboratório.

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A ciência sabe escutar? Koko Tavi e a disputa pelo nome do sofrimento

Doença, crise, possessão, nervos – cada palavra abre um caminho de cura e fecha outros. Quando o sofrimento tem mais de um nome, a pergunta muda de “qual o diagnóstico?” para “quem escolheu o nome – e o que ficou de fora?”

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“Isso é só uma teoria”: O truque semântico que faz ciência parecer opinião

A frase “isso é só uma teoria” tenta rebaixar uma explicação científica a palpite. O truque é trocar o dicionário no meio da conversa: no cotidiano, “teoria” pode ser chute; na ciência, é explicação testada, criticada e… ainda de pé.

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IA não é “inteligente” nem “artificial”: Quando a frase vira argumento (e quando vira atalho)

Há frases que funcionam como martelo: batem no hype, fazem barulho, deixam marca. O problema começa quando o martelo vira régua. Sem definir termos, “IA não é inteligente nem artificial” parece profunda e escapa de qualquer teste.

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Correlação e Causalidade: por que “andar junto” pode não provar nada?

Dois fenômenos podem caminhar lado a lado por anos – e ainda assim não ter relação causal. A mente ama coincidências com cara de explicação: “aconteceu junto, logo foi por causa”. Essa pressa produz diagnósticos ruins e certezas barulhentas demais.

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Sistema de Lógica (Mill) – Livro V: Falácias – quando o erro vem bem vestido

Alguns erros são óbvios; os perigosos parecem método. O Livro V é o catálogo do engano respeitável: raciocínios que soam firmes, argumentos que “fecham”, provas que convencem – e, ainda assim, erram. Para Mill, falácia é falha de disciplina.

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