IAT e preconceito implícito: o que o teste realmente mede?

Mulher com óculos, mão cobrindo a boca, olhar direto, luz natural suave.

“Não sou preconceituoso, mas o teste deu alto.” A frase resume a promessa e o problema do IAT: um instrumento que revelaria vieses que você nem sabia ter — e que, uma vez revelados, poderiam ser treinados e corrigidos. A promessa era poderosa. A ponte entre o escore e o comportamento real, nem tanto.

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Estilos de aprendizagem: o que as evidências realmente mostram?

Professora orienta três estudantes enquanto montam um robô com peças vermelhas sobre a mesa, em sala de aula iluminada.

“Sou visual.” A frase soa como autoconhecimento — e talvez seja. Mas quando um sistema educacional inteiro decide ensinar cada aluno “no estilo dele”, a pergunta muda: há evidência de que isso funciona, ou estamos confundindo aprendizagem com conforto?

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Número de Dunbar: limite humano ou regra de bolso?

Grupo de jovens sorrindo enquanto tira uma selfie em ambiente interno, alguns segurando taças.

Dá para “gerenciar” apenas ~150 relações estáveis? Nos anos 1990, uma correlação entre tamanho do neocórtex em primatas e tamanho do grupo levou à estimativa de que humanos manteriam cerca de 150 vínculos significativos. Três décadas depois, o número virou cultura pop – mas o que realmente resta quando olhamos a evidência com lupa?

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Do hype às evidências: quando estudos famosos enfrentam novos métodos

Olhos em foco vistos através de superfície translúcida com manchas orgânicas, sugerindo exame minucioso.

Um estudo sai. A manchete viraliza. O conceito vira verbo. E quando outra equipe refaz a pesquisa com mais rigor, o resultado encolhe — ou muda de endereço. Essas histórias não são sobre ciência que “falhou”; são sobre ciência que finalmente fez o trabalho completo.

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Growth mindset: o que o experimento nacional de 2019 realmente mostrou?

Mulher jovem, olhar pensativo, mão no queixo, fundo de parede cinza

“Não sou bom nisso… ainda.” A frase virou mantra em escolas, palestras e livros de autoajuda. A promessa era poderosa: mude a crença do aluno sobre inteligência e o desempenho melhora. Até que um experimento com dezenas de milhares de estudantes mostrou que a história era mais complicada — e mais interessante — do que o slogan.

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Nudges: qual é o tamanho real do empurrãozinho?

Pessoa usando notebook ao lado de parede com post-its coloridos em escritório.

Mudar o texto de um botão, enviar um lembrete ou definir um padrão diferente pode alterar escolhas – mas quanto isso realmente muda? Depois do hype, metanálises recentes analisaram centenas de experimentos de choice architecture. O que sobra quando olhamos sem promessas fáceis e com medidas comparáveis?

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Efeito Mozart: o que sobrou do hype original?

Pintura clássica de Mozart, com peruca clara e casaca vermelha, fundo escuro.

“Coloque Mozart para tocar e seu filho ficará mais inteligente.” A frase virou conselho de maternidade, argumento de marketing e até política pública. O estudo original nunca disse isso — mas a manchete foi mais rápida do que a leitura do artigo, e uma sonata de dez minutos virou promessa de QI.

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Ego Depletion: o que a mega réplica pré-registrada realmente mostrou

Homem com boné preto e barba, expressão pensativa ao ar livre, luz suave ao entardecer.

A força de vontade “acaba” como bateria de celular – ou a história é mais complexa? Uma grande réplica multilaboratórios, com protocolo público e planejamento estatístico adequado, testou o famoso efeito de ego depletion e esfriou a metáfora do “tanque” de autocontrole. O que fica quando olhamos sem atalhos?

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Power Posing: o que a réplica de 2015 realmente mostrou?

Mulher em cosplay de Mulher-Maravilha, mãos na cintura em postura expansiva, olhando à frente ao entardecer.

Dois minutos de pé, mãos na cintura, peito aberto — e você sai da sala com mais testosterona, menos cortisol e mais disposição para arriscar. A promessa cabia num TED Talk entre os mais vistos da história e numa capa de revista. Até que alguém repetiu o experimento com mais gente e mais rigor — e a biologia não apareceu.

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Teste do marshmallow: o que a réplica de 2018 realmente mostrou?

Close-up de marshmallows coloridos em tigela de vidro, tons pastel.

Uma criança de quatro anos resiste ao doce e, décadas depois, “tem mais sucesso na vida”. A história era boa demais — cabia num meme, numa palestra, numa capa de revista. Até que alguém perguntou: e se o que parecia caráter fosse, na verdade, endereço?

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