Artefatos têm política: IA como tecnologia de poder no cotidiano

Reunião em escritório com pessoas em traje formal e elementos visuais ligados à IA, sugerindo poder e decisão institucional.

A política nem sempre veste terno. Às vezes, ela veste interface. Quando um sistema recomenda, ranqueia, filtra, “otimiza” e decide, ele não está só executando cálculo: está organizando o que é possível, para quem, com quais custos – e com quais invisibilidades.

AGI como horizonte

Robô com mochila observa o pôr do sol no mar, sugerindo a ideia de AGI como horizonte móvel.

AGI é um alvo que recua porque a régua muda. Toda vez que uma máquina automatiza uma competência, nós a reclassificamos: vira ferramenta, não “inteligência”. O resultado é um paradoxo: quanto mais a tecnologia nos amplia, mais o “geral” sobe de nível – e o horizonte da AGI se desloca junto.

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Autômatos, “máquinas pensantes” e o medo antigo do imitador

Mulher com expressão de susto em fundo azul, enquanto uma figura com rosto robótico se inclina sobre seu ombro, sugerindo desconforto diante do “quase humano”.

A história da IA não começa com código: começa com um espelho mecânico. Autômatos imitam vida o suficiente para nos encantar – e para acender um alerta. Quando a máquina chega perto demais do humano, ela embaralha fronteiras: ferramenta ou rival, truque ou presença, brinquedo ou ameaça?

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A Teoria da Internet Morta: os fantasma por trás da rede

Velas acesas em fileiras, iluminando um ambiente escuro.

Nas últimas décadas, a internet foi celebrada como o maior espaço de encontro humano já criado. Milhões de vozes, conectadas em fóruns, redes sociais e sites, formaram uma gigantesca praça pública digital. Mas, nos últimos anos, uma ideia incômoda começou a circular e a ganhar força – e ela carrega um nome tão intrigante quanto perturbador: a teoria da internet morta.

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Inteligência Alienígena: a encruzilhada da humanidade segundo Yuval Harari

Dois alienígenas iluminados dentro de um carro à noite, com luz intensa ao fundo.

A Inteligência Artificial deixou de ser um tema exclusivo da ficção científica para se tornar uma realidade em quase todos os aspectos da vida moderna. Em meio a essa revolução tecnológica, o historiador Yuval Noah Harari emerge como uma voz proeminente, oferecendo uma perspectiva única – e muitas vezes inquietante – sobre o futuro dessas tecnologias digitais. Longe de vê-las meramente como ferramentas, Harari as descreve como uma Inteligência Alienígena.

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Não é Inteligente: A visão de Miguel Nicolelis sobre a Inteligência Artificial

Cabeça humana coberta com papel alumínio e mãos metálicas apoiadas no rosto.

A Inteligência Artificial está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Mas até que ponto ela é realmente “inteligente”? O neurocientista Miguel Nicolelis, professor emérito da Universidade de Duke, desafia o entusiasmo excessivo em torno desse conceito. Para ele, essa tecnologia não é tão revolucionária quanto muitos acreditam. Afinal, o que chamam de Inteligência Artificial, segundo Nicolelis, não é inteligente.

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Inteligência Artificial: Da Máquina de Turing ao “quase nós”

Pessoa usando fones de ouvido enquanto mãos robóticas ajustam o headset, sugerindo a fusão entre humano e inteligência artificial.

Nas últimas décadas, a IA saiu do laboratório e virou infraestrutura invisível do cotidiano: recomenda, classifica, prevê, traduz, escreve, diagnostica. Só que o ponto não é a novidade técnica. É o deslocamento filosófico: quem decide, quem confia, quem responde – e o que já confundimos com algo “humano” quando a máquina imita tão bem.

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