Alguém posta algo. Uma conta com audiência amplifica. Em horas, centenas de perfis entram na pilha. A reputação desmorona antes que a pessoa saiba o que está acontecendo. Depois — às vezes — descobre-se que o contexto era outro. Não importa: o cancelamento já foi.
confiança digital
O algoritmo aprendeu com você — e agora te serve de volta.
Em 2011, Eli Pariser mostrou numa palestra do TED duas buscas no Google pelo mesmo termo — “Egito” — feitas por dois amigos seus. Os resultados eram completamente diferentes. Um via cobertura da Primavera Árabe. O outro via receitas de culinária e turismo. Mesmo termo, mundos distintos. A partir daí, nasceu uma das metáforas mais influentes da era digital: o filtro bolha.
Número de Dunbar: limite humano ou regra de bolso?
Nunca estivemos tão conectados. E nunca nos sentimos tão sós. Essa não é uma contradição — é uma consequência previsível de ignorar como o cérebro humano funciona.
A Teoria da Internet Morta: os fantasma por trás da rede
Nas últimas décadas, a internet foi celebrada como o maior espaço de encontro humano já criado. Milhões de vozes conectadas em fóruns, redes sociais e sites formaram uma gigantesca praça pública digital. Mas uma hipótese perturbadora ganhou força nos últimos anos: e se essa praça estivesse, em boa parte, vazia de gente?
O destino da confiança: um paradoxo discutido por Harari
Desconfiamos de políticos, instituições e imprensa. Mas entregamos dados, atenção e decisões a algoritmos criados pelas mesmas corporações que desconfiamos. Harari chama isso de paradoxo existencial. Esse é também uma boa descrição do nosso cotidiano.