Por que tudo virou assinatura? A troca da propriedade pelo acesso

Mulher ao centro cercada por painéis holográficos que representam serviços por assinatura, como streaming de vídeo e música, armazenamento em nuvem, softwares criativos e gaming pass.

Música, filmes, programas, armazenamento, jogos: boa parte do que antes comprávamos passou a exigir pagamentos recorrentes. A assinatura oferece conveniência, mas também muda uma relação antiga com a tecnologia. Em vez de pagar para possuir, cada vez mais pagamos para continuar acessando.

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Browser fingerprinting: como sites podem reconhecer você (sem cookies)

Pessoa centralizada com o polegar em destaque, sobreposto por um ícone digital de impressão digital em tons claros.

Apagar cookies não significa necessariamente começar do zero. Seu navegador continua revelando pequenas características do dispositivo — resolução de tela, idioma, hardware, fontes, fuso horário e outras. Combinadas, elas podem formar uma impressão digital capaz de distinguir um acesso de muitos outros.

Entre os sinais mais usados estão:

  • resolução de tela e densidade de pixels;
  • idioma e fuso horário do sistema;
  • fontes instaladas no dispositivo;
  • modelo de placa gráfica e recursos do hardware.

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O que as empresas sabem sobre você — e que você nunca autorizou

Olho humano ampliado por uma lupa, simbolizando vigilância, rastreamento e a observação invisível dos dados pessoais.

Em 2012, um pai entrou furioso numa loja Target em Minneapolis. Sua filha adolescente estava recebendo cupons de roupas de maternidade e berços. “Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”, perguntou ao gerente. Dias depois, ligou de volta, constrangido: descobriu que a filha já estava grávida.

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O destino da confiança: um paradoxo discutido por Harari

Mulher pensativa com expressão reflexiva, simbolizando o dilema da confiança na era dos algoritmos.

Desconfiamos de políticos, instituições e imprensa. Mas entregamos dados, atenção e decisões a algoritmos criados pelas mesmas corporações que desconfiamos. Harari chama isso de paradoxo existencial. Esse é também uma boa descrição do nosso cotidiano.

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