Artefatos têm política: IA como tecnologia de poder no cotidiano

Reunião em escritório com pessoas em traje formal e elementos visuais ligados à IA, sugerindo poder e decisão institucional.

A política nem sempre veste terno. Às vezes, ela veste interface. Quando um sistema recomenda, ranqueia, filtra, “otimiza” e decide, ele não está só executando cálculo: está organizando o que é possível, para quem, com quais custos – e com quais invisibilidades.

AGI como horizonte

Robô com mochila observa o pôr do sol no mar, sugerindo a ideia de AGI como horizonte móvel.

AGI é um alvo que recua porque a régua muda. Toda vez que uma máquina automatiza uma competência, nós a reclassificamos: vira ferramenta, não “inteligência”. O resultado é um paradoxo: quanto mais a tecnologia nos amplia, mais o “geral” sobe de nível – e o horizonte da AGI se desloca junto.

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Autômatos, “máquinas pensantes” e o medo antigo do imitador

Mulher com expressão de susto em fundo azul, enquanto uma figura com rosto robótico se inclina sobre seu ombro, sugerindo desconforto diante do “quase humano”.

A história da IA não começa com código: começa com um espelho mecânico. Autômatos imitam vida o suficiente para nos encantar – e para acender um alerta. Quando a máquina chega perto demais do humano, ela embaralha fronteiras: ferramenta ou rival, truque ou presença, brinquedo ou ameaça?

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Ciência e Tecnologia: Qual é a diferença – e por que ela importa?

Engenheira trabalhando em um laboratório de automação, usando um notebook entre cabos, componentes e estruturas metálicas.

A confusão é comum: quando um celular melhora, quando um remédio funciona, quando um algoritmo acerta, muita gente conclui que “a ciência fez”. Fez – mas não sozinha. Ciência e tecnologia andam juntas, só não são a mesma coisa. Confundir as duas empobrece o debate: ciência vira “fábrica de produtos”, e tecnologia vira “milagre”.

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A promessa da neutralidade: Por que a Educação Profissional e Tecnológica nunca foi apenas técnica?

Estudante observando amostras em um microscópio em laboratório, com outros alunos ao fundo.

A formação profissional costuma ser apresentada como algo direto, objetivo, quase mecânico. Um conjunto de procedimentos que, se ensinados corretamente, preparam alguém para atuar no mundo do trabalho. Uma narrativa limpa, eficiente – e profundamente enganosa.

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Quando a tecnologia vira mito: Por que precisamos devolver o humano ao centro da Educação Profissional e Tecnológica?

Homem com projeções de código binário no rosto, simbolizando a relação crítica entre tecnologia e educação profissional.

A tecnologia sempre chega antes da conversa séria sobre o que fazer com ela. É como se cada novo artefato viesse acompanhado de uma promessa não escrita: “agora vai”.

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