A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.
dissonância cognitiva
Biohacking: com B de Business e Bilhões
Quando a ficção científica deixa de ser metáfora e vira manual de autocontrole, começamos a acreditar que o corpo pode ser programado como um software – atualizável, mensurável, otimizado. Mas, depois de cápsulas, jejuns e promessas, o que sobra quando desligamos o marketing e olhamos “apenas” para a biologia?
O esforço de pensar – e de agir
Pensar não é um “estado natural” contínuo – é um trabalho. E, como todo trabalho, tem custo: atenção, autocontrole e decisão exigem esforço. Quando esse custo sobe, a mente faz o que sabe fazer bem: economiza. É aí que atalhos cognitivos deixam de ser detalhes e viram pilotos.
Viés de Confirmação: quando só enxergamos o que reforça nossa crença
Quando acreditamos em algo, a mente tende a caçar pistas que confirmem essa crença – e a ignorar o que contradiz. É um atalho que economiza esforço, mas cobra caro: distorce a leitura da realidade e transforma “convicção” em filtro. Entender isso não é culpar a mente; é recuperar o volante.
Dissonância Cognitiva: Quando pensamentos entram em conflito
Você já defendeu uma ideia apesar de evidências contrárias? Esse atrito entre crença e realidade chama-se dissonância cognitiva. É um mecanismo central da psicologia: para preservar coerência, a mente busca justificativas. Entendê-lo ajuda a perceber quando estamos nos explicando – não nos avaliando.