O currículo escolar resulta de escolhas feitas por pessoas. E essas escolhas, mesmo quando invisíveis, definem cada disciplina, cada hora-aula, cada conteúdo que cada um de nós vai aprender… ou não.
Filosofia
Ideias antigas e novas sob a mesma lupa, com rigor e sem resposta pronta. Aqui a gente admite, com honestidade, que nem toda pergunta tem resposta, e que algumas das melhores nunca terão.
Avaliar é ensinar: por que a avaliação ainda é um nó pedagógico?
A nota saiu. O bimestre fechou. Em algum momento, alguém aprendeu alguma coisa – mas qual foi, exatamente, o papel da avaliação nesse percurso? A resposta revela mais sobre a escola do que sobre o ensino.
Professor e inteligência artificial: por que a mediação humana não se automatiza?
A inteligência artificial explica, corrige e adapta. Se ela faz tudo isso, para que serve o professor? Para tudo aquilo que começa quando a explicação termina.
Mulheres na ciência: 4 trajetórias que revelaram o invisível
Mulheres na ciência mudaram a forma como vemos o mundo, muitas vezes sem o reconhecimento que mereciam. Marie Curie, Rachel Carson, Jane Goodall e Hedy Lamarr, em campos bem diferentes, revelaram coisas que estavam escondidas bem diante de todos.
O que é Filosofia da Ciência?
A ciência costuma dizer: “é assim”. A filosofia da ciência entra na sala e pergunta: “como você sabe?” – para evitar que confiança vire descuido.
“Isso é só uma teoria”: O truque semântico que faz ciência parecer opinião
A frase “isso é só uma teoria” tenta rebaixar uma explicação científica a palpite. O truque é trocar o dicionário no meio da conversa: no cotidiano, “teoria” pode ser chute; na ciência, é explicação testada, criticada e… ainda de pé.
IA não é “inteligente” nem “artificial”: Quando a frase vira argumento (e quando vira atalho)
Há frases que funcionam como martelo: batem no hype, fazem barulho, deixam marca. O problema começa quando o martelo vira régua. Sem definir termos, “IA não é inteligente nem artificial” parece profunda e escapa de qualquer teste.
Correlação e Causalidade: por que “andar junto” pode não provar nada?
Dois fenômenos podem caminhar lado a lado por anos – e ainda assim não ter relação causal. A mente ama coincidências com cara de explicação: “aconteceu junto, logo foi por causa”. Essa pressa produz diagnósticos ruins e certezas barulhentas demais.
Sistema de Lógica (Mill) – Livro VI: Ciências morais e sociais – método, limites e ambições
O mundo físico costuma perdoar pouco: errou o cálculo, a ponte cai. O mundo humano é mais educado e deixa o erro sobreviver como “explicação plausível”. No Livro VI, Mill pergunta como aplicar método quando as causas se empilham.
Sistema de Lógica (Mill) – Livro V: Falácias – quando o erro vem bem vestido
Alguns erros são óbvios; os perigosos parecem método. O Livro V é o catálogo do engano respeitável: raciocínios que soam firmes, argumentos que “fecham”, provas que convencem – e, ainda assim, erram. Para Mill, falácia é falha de disciplina.