O saber que vira técnica: por que a formação profissional começa na atividade humana?

Dois estudantes manipulando equipamento técnico em atividade prática com uso de óculos de proteção.

Existe um equívoco que atravessa a formação profissional há décadas: a ideia de que aprender um ofício é, essencialmente, aprender a operar coisas. Máquinas. Procedimentos. Protocolos. Ferramentas. A visão parece objetiva, prática, quase incontestável. Mas é limitada.

Ler mais

A promessa da neutralidade: por que a EPT nunca foi apenas técnica?

Estudante observando amostras em um microscópio em laboratório, com outros alunos ao fundo.

A formação profissional costuma ser apresentada como algo direto, objetivo, quase mecânico. Um conjunto de procedimentos que, se ensinados corretamente, prepararia alguém para atuar no mundo do trabalho. A narrativa parece limpa, eficiente, confortável. E profundamente enganosa.

Ler mais

Quando a tecnologia vira mito: por que a EPT precisa devolver o humano ao centro?

Homem com projeções de código binário no rosto, simbolizando a relação crítica entre tecnologia e educação profissional.

A tecnologia costuma chegar antes da conversa séria sobre o que fazer com ela. Vem acompanhada daquela promessa silenciosa, quase mágica: “agora vai”. Mas toda vez que essa crença reaparece, embalada por discursos de inovação, eficiência e modernização, um velho alerta retorna: estamos debatendo tecnologia ou apenas nos curvando diante dela?

Ler mais

Como lidar com birra: o que acontece no cérebro da criança e por que acolher ajuda

Criança pequena com expressão de frustração ou tristeza, com a mão no rosto, representando o momento de desregulação emocional durante uma birra.

A criança quer o doce. O “não” aparece. Em segundos, o choro vira grito, o corpo endurece, o chão parece puxar tudo para baixo. O primeiro impulso do adulto costuma ser acabar com a cena. Só que lidar com birra exige entender o que está acontecendo antes de escolher a resposta.

Ler mais

Funções executivas na infância: o que são e como ajudam na regulação emocional

Criança pequena brinca concentrada com uma casa de bonecas de madeira e blocos, desenvolvendo funções executivas em um ambiente de aprendizado.

Uma criança de quatro anos que espera sua vez de brincar e outra de seis que monta um quebra-cabeça seguindo uma imagem não estão apenas “se comportando bem”. Elas estão usando funções executivas – habilidades mentais que ajudam a planejar, lembrar instruções, controlar impulsos e lidar melhor com emoções.

Ler mais

Conflito infantil: como a mediação ajuda a criança a aprender a negociar

Duas crianças pequenas brincam juntas no chão com uma torre de blocos coloridos, praticando aprendizado social e funções executivas.

Dois alunos, quatro anos. Um bloco vermelho. Ambos querem o mesmo objeto para suas torres. A voz sobe, o choro se aproxima, o adulto se prepara para intervir. Mas o conflito infantil, quando mediado com cuidado, também pode ser aula: de linguagem, negociação, espera e reconhecimento do outro.

Ler mais

O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas

Duas crianças pequenas brincam juntas no chão com uma torre de blocos coloridos, praticando aprendizado social e funções executivas.

A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.

Ler mais

Alfabetização digital na infância: programar para aprender vai além do código

Três crianças programando em um laptop, com uma impressora 3D e robôs em uma aula de Alfabetização Digital.

Alfabetização digital na infância não é ensinar a criança a clicar mais rápido nem transformar todo mundo em programador mirim. É ajudá-la a entender que a tecnologia tem linguagem, escolhas, regras e consequências.

Ler mais