Artefatos têm política: IA como tecnologia de poder no cotidiano

Reunião em escritório com pessoas em traje formal e elementos visuais ligados à IA, sugerindo poder e decisão institucional.

A política nem sempre veste terno. Às vezes, ela veste interface. Quando um sistema recomenda, ranqueia, filtra, “otimiza” e decide, ele não está só executando cálculo: está organizando o que é possível, para quem, com quais custos – e com quais invisibilidades.

AGI como horizonte

Robô com mochila observa o pôr do sol no mar, sugerindo a ideia de AGI como horizonte móvel.

AGI é um alvo que recua porque a régua muda. Toda vez que uma máquina automatiza uma competência, nós a reclassificamos: vira ferramenta, não “inteligência”. O resultado é um paradoxo: quanto mais a tecnologia nos amplia, mais o “geral” sobe de nível – e o horizonte da AGI se desloca junto.

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Autômatos, “máquinas pensantes” e o medo antigo do imitador

Mulher com expressão de susto em fundo azul, enquanto uma figura com rosto robótico se inclina sobre seu ombro, sugerindo desconforto diante do “quase humano”.

A história da IA não começa com código: começa com um espelho mecânico. Autômatos imitam vida o suficiente para nos encantar – e para acender um alerta. Quando a máquina chega perto demais do humano, ela embaralha fronteiras: ferramenta ou rival, truque ou presença, brinquedo ou ameaça?

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Parasyte (Anime): O Gene Egoísta e a ascensão da Inteligência Alienígena

O jovem estudante Shinichi Izumi, protagonista do anime Parasyte, olhando com expressão séria e preocupada para sua mão direita, que está transformada no parasita alienígena Migi (uma massa morfa com um olho grande e boca), em um cenário urbano.

Esqueça naves. A série Parasyte: The Maxim (Netflix) propõe um apocalipse silencioso: e se o predador da humanidade for uma inteligência que calcula melhor que nós? Um debate brutal sobre biologia, Gene Egoísta e a Inteligência Alienígena da IA.

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Pluto (Netflix): A ética da Inteligência Artificial e o ciclo do ódio

Colagem artística dividida em quatro faixas verticais com personagens do anime Pluto. Da esquerda para a direita: a menina robô Uran em filtro laranja; o detetive Gesicht com expressão séria em azul escuro; o pacifista Epsilon de terno caminhando em um campo de flores em tom vermelho; e o menino robô Atom (Astro Boy) usando capa de chuva em azul claro.

Em um futuro onde robôs possuem cidadania e cicatrizes de guerra, a linha que separa humanos e máquinas deixa de ser biológica. Um thriller noir sobre o que a tecnologia ainda não sabe responder: como processar o perdão?

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Geoffrey Hinton e a Ruptura da Inteligência Biológica

Geoffrey Hinton discursando no púlpito durante a Romanes Lecture na Universidade de Oxford, com banner azul ao fundo escrito Romanes Lectures.

Geoffrey Hinton, Nobel de Física 2024, converte a superioridade técnica da IA em alerta existencial. Ele argumenta que o compartilhamento instantâneo de aprendizado torna a inteligência digital funcionalmente superior à biológica, desafiando nossa capacidade de controle e previsão.

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A Ascensão da IA: Otimismo, Risco e a Substituição do Humano

Robô humanoide branco segurando uma bandeja de café da manhã com um copo de suco e uma rosa, sorrindo digitalmente, simbolizando a promessa de conforto e a substituição da mão de obra humana.

Se antes falávamos de gerenciar humanos, agora falamos de substituí-los. A promessa final da tecnologia é criar uma mente superior à nossa, trazendo consigo todos os riscos existenciais dessa ambição.

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3 Livros Sci-Fi para Questionar a Identidade

Ilustração sci-fi sobre crise da identidade, empatia, realidade artificial e o risco da substituição tecnológica.

A tecnologia moderna vende promessas de alívio: delegar a memória a um banco de dados, a decisão a um algoritmo, a dor a um atalho. Mas, quando a fricção some, sobra o quê de “pessoa”? O debate da identidade aqui não é de laboratório – é de arquitetura.

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