Demis Hassabis: o prodígio que quer resolver a inteligência

Demis Hassabis, cofundador da DeepMind e Nobel de Química de 2024, em evento de tecnologia.

Mestre de xadrez aos treze anos. Designer de videogames aos dezessete. Doutor em neurociência cognitiva. Nobel de Química aos 48. A ambição que conecta tudo isso? Construir uma inteligência artificial capaz de resolver qualquer problema científico. Demis Hassabis não coleciona carreiras — ele as encaixa como peças de um único quebra-cabeça.

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Inteligência artificial no trabalho: o que muda na sua função?

Profissional com colete laranja e capacete branco segura tablet em galpão logístico, representando o trabalhador que coordena sistemas digitais no ambiente de trabalho.

A inteligência artificial no trabalho muda funções, e não apenas ferramentas. Em muitas áreas, profissionais passam a coordenar sistemas, revisar resultados, combinar informações e responder por decisões produzidas com apoio de máquinas.

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A IA é consciente? O que Dawkins viu ao conversar com Claude

Richard Dawkins em expressão pensativa diante de uma face digital luminosa, simbolizando a conversa entre inteligência artificial e consciência.

Richard Dawkins conversou com o Claude durante dois dias e publicou o relato. O que chamou atenção não foi a competência técnica do sistema, e sim o argumento que ele extraiu dali: se a consciência não serve para nada que a máquina já não faça, para que ela existe?

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Frankenstein e a IA: quando a criação escapa do criador

Mary Shelley segura uma caixa-preta em um laboratório gótico, em referência à imprevisibilidade da inteligência artificial e ao imaginário de Frankenstein.

Frankenstein é menos um romance sobre criar vida e mais um romance sobre o que vem depois de criar. A inteligência artificial reabre essa pergunta: que obrigação permanece com quem coloca no mundo um sistema cujo comportamento não consegue prever inteiramente?

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Máquina de Turing: o que é e por que ela é universal?

Máquina mecânica com fita de símbolos sobre uma mesa, representando a máquina universal de Turing e a base teórica da computação moderna.

Antes de perguntar se máquinas podem pensar, Alan Turing formulou uma questão mais básica: o que uma máquina pode calcular? A máquina universal mostrou que um único dispositivo, seguindo regras e lendo símbolos, pode simular qualquer processo computável. É a ideia na base do computador moderno.

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A caixa-preta da IA: por que nem quem cria consegue explicar?

Caixa preta futurista com cadeados e detalhes tecnológicos, representando a opacidade dos sistemas de inteligência artificial.

A caixa-preta da IA aparece quando um sistema produz respostas, previsões ou classificações úteis, e o caminho interno até elas é difícil de explicar. Quando essa opacidade atinge usuários, instituições e até desenvolvedores, muda a pergunta que importa: com base em que explicação alguém pode discordar?

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O quarto chinês: a IA entende ou apenas manipula símbolos?

Pessoa em uma sala manipulando cartões com símbolos chineses, representando o experimento do quarto chinês e o debate sobre compreensão na inteligência artificial.

O experimento do quarto chinês, de John Searle, pergunta se manipular símbolos corretamente serve como atestado de compreensão. Com a IA generativa, a questão ficou mais difícil de contornar: quando um sistema responde com fluidez, estamos diante de entendimento ou de simulação?

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O teste de Turing envelheceu? Quando conversar já não basta

Alan Turing mais velho observando uma interface de inteligência artificial em uma tela de computador, em referência ao teste de Turing.

O teste de Turing propõe um critério comportamental para a inteligência de máquinas: se um interrogador humano não consegue distinguir a máquina de uma pessoa em conversa, a hipótese de inteligência precisa ser levada a sério. A IA generativa tornou esse critério fácil de cumprir.

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IA não é “inteligente” nem “artificial”: Quando a frase vira argumento (e quando vira atalho)

Dois homens frente a frente observam um robô humanoide ao centro, em fundo vermelho.

Há frases que funcionam como martelo: batem no hype, fazem barulho, deixam marca. O problema começa quando o martelo vira régua. Dizer que a IA não é “inteligente” nem “artificial” pode ser um bom choque retórico — mas, sem definir termos, vira afirmação que parece profunda e escapa de qualquer teste.

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Artefatos têm política: IA como tecnologia de poder

Três mulheres em traje formal em um escritório institucional analisam informações em um computador, sugerindo tomada de decisão coletiva mediada por tecnologia.

Artefatos têm política: objetos técnicos carregam escolhas, interesses e formas de organizar a vida social. Quando a inteligência artificial recomenda, classifica, prioriza ou bloqueia, ela distribui poder — no ranking, no filtro, na pontuação e nos critérios que quase nunca vemos.

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