Inteligência artificial no cotidiano: as peças que você já conhecia

Profissional em ambiente industrial consulta smartphone enquanto ícones digitais de recomendação, filtro, perfil, gráficos e previsão se conectam ao redor, representando as múltiplas tecnologias de IA integradas no cotidiano.

Recomendação, reconhecimento, filtro e previsão já funcionavam muito antes de alguém chamar o conjunto de inteligência artificial. O que aconteceu nas últimas décadas foi a integração dessas peças numa interface só, e o nome coletivo que elas passaram a receber.

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Yuval Noah Harari: o historiador que passou a narrar o futuro

Yuval Noah Harari, historiador israelense e autor de Sapiens e Nexus, em retrato com terno azul-claro.

Estudava batalhas medievais. Praticava meditação Vipassana duas horas por dia. Vivia num moshav perto de Jerusalém. E, “de repente”, se tornou o intelectual mais lido do planeta — com 45 milhões de cópias vendidas e convites de chefes de Estado. A trajetória de Yuval Harari não é apenas improvável. É difícil de classificar.

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Noam Chomsky: o linguista que desafiou impérios

Noam Chomsky, linguista e ativista americano, criador da gramática gerativa, em seu escritório diante de estantes de livros.

Revolucionou a linguística antes dos trinta. Foi preso por protestar contra guerras. Tornou-se o intelectual mais citado do mundo. E aos 97, após um AVC que lhe tirou a fala, ainda levanta o braço em protesto ao ver imagens de conflitos. A voz parou. A posição, não.

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Alan Turing: o homem que imaginou o computador e foi destruído por seu tempo

Alan Turing, matemático britânico e pai da computação moderna, em retrato colorizado diante de um edifício inglês.

Formalizou a computação antes de o computador existir. Quebrou códigos nazistas que ajudaram a encurtar a Segunda Guerra. Propôs o teste que define o debate sobre máquinas pensantes. Depois, foi condenado por seu próprio país. A história de Alan Turing é genialidade e injustiça na mesma medida.

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Geoffrey Hinton: o padrinho da IA que agora tenta freá-la

Geoffrey Hinton, pioneiro do deep learning e Nobel de Física de 2024, explicando redes neurais diante de um quadro branco com equações.

Passou quarenta anos ensinando máquinas a aprender. Ganhou o Turing e o Nobel por isso. E em 2023, pediu demissão do Google para dizer ao mundo que talvez tenha criado algo perigoso demais. A trajetória de Geoffrey Hinton é, em si, um dilema moral sobre ciência e responsabilidade.

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