A política nem sempre veste terno. Às vezes, ela veste interface. Quando a inteligência artificial recomenda, classifica, prioriza ou bloqueia, ela organiza escolhas. O poder aparece no botão, no ranking, no filtro, na pontuação e nos critérios que quase nunca vemos.
Inteligência Artificial
AGI como horizonte: por que a inteligência artificial geral sempre recua?
AGI, ou inteligência artificial geral, costuma aparecer como o grande horizonte da IA. Uma máquina capaz de aprender tarefas variadas, transferir habilidades e lidar com situações novas. Mas esse horizonte se move: sempre que a máquina automatiza uma competência, a régua da inteligência muda.
Autômatos, “máquinas pensantes” e o medo antigo do imitador
A história da IA não começa com código: começa com um espelho mecânico. Autômatos imitam vida o suficiente para encantar – e para acender um alerta. Quando a máquina chega perto demais do humano, ela embaralha fronteiras: ferramenta ou rival, truque ou presença, brinquedo ou ameaça?
Parasyte (Anime): O Gene Egoísta e a ascensão da Inteligência Alienígena
Esqueça naves. A série Parasyte: The Maxim (Netflix) propõe um apocalipse silencioso: e se o predador da humanidade for uma inteligência que calcula melhor que nós? Um debate brutal sobre biologia, Gene Egoísta e a Inteligência Alienígena da IA.
Pluto (Netflix): A ética da Inteligência Artificial e o ciclo do ódio
Em um futuro onde robôs possuem cidadania e cicatrizes de guerra, a linha que separa humanos e máquinas deixa de ser biológica. Um thriller noir sobre o que a tecnologia ainda não sabe responder: como processar o perdão?
The Thinking Game: Quando o Jogo Vira Ciência
Demis Hassabis, Nobel de Química 2024, demonstra que jogos são laboratórios de cognição. O documentário The Thinking Game traça a rota da DeepMind: da vitória simbólica no Go à resolução de estruturas biológicas complexas com o AlphaFold.
Geoffrey Hinton e a Ruptura da Inteligência Biológica
Geoffrey Hinton, Nobel de Física 2024, converte a superioridade técnica da IA em alerta existencial. Ele argumenta que o compartilhamento instantâneo de aprendizado torna a inteligência digital funcionalmente superior à biológica, desafiando nossa capacidade de controle e previsão.
A Ascensão da IA: Otimismo, Risco e a Substituição do Humano
Se antes falávamos de gerenciar humanos, agora falamos de substituí-los. A promessa final da tecnologia é criar uma mente superior à nossa, trazendo consigo todos os riscos existenciais dessa ambição.
Viés Codificado: a máquina que aprende a discriminar
A inteligência artificial é neutra? Este documentário da Netflix mostra que um algoritmo é tão imparcial quanto as pessoas – e os dados – que o criaram.
3 livros de ficção científica para pensar identidade e substituição
A ficção científica não fala apenas de máquinas, planetas distantes ou futuros improváveis. Em seus melhores momentos, ela pergunta o que ainda chamamos de humano quando nossas escolhas, emoções e lembranças começam a ser organizadas por sistemas externos.