Solos (Prime Video): O significado e a mensagem de cada episódio

Cartaz oficial da série Solos do Prime Video, dividido em quatro faixas verticais coloridas. Da esquerda para a direita: Helen Mirren em traje espacial vermelho, Anne Hathaway em cenário roxo, Morgan Freeman em iluminação amarela e Uzo Aduba em luz azul. O título SOLOS aparece em branco na parte inferior.

Filmada na pandemia, Solos usa a ficção científica minimalista para explorar a condição humana. Com grandes astros em narrativas unipessoais, a série questiona: quem somos quando ninguém está olhando?

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Vinte Mil Léguas Submarinas: O poder que se esconde da auditoria

Fundo do mar escuro, com solo oceânico rochoso, representando a profundidade, isolamento e opacidade do submarino Nautilus de Júlio Verne.

Autor: Júlio Verne – Publicação: 1870
O Nautilus não é só “um submarino incrível”. Ele é uma tese: tecnologia como soberania total, fora do alcance comum – geográfico, jurídico e moral. Verne coloca uma pergunta bem prática por trás da aventura: quando a capacidade de agir (e causar dano) se torna inalcançável, o que acontece com a responsabilidade?

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Frankenstein: O século elétrico e o medo da ciência

Descargas elétricas simbolizando o galvanismo no século XIX, tema central de Frankenstein de Mary Shelley.

Antes de ser metáfora, Frankenstein foi diagnóstico. Mary Shelley escreve com o ouvido colado no seu tempo: a eletricidade começa a parecer divina, o vapor transforma cidades em máquinas, e a ciência passa a prometer aquilo que antes era reservado ao mito. A modernidade chega como luz – e a luz aumenta o alcance das sombras.

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Corpo em transição: quando a biologia vira projeto de engenharia

Mão humana pintada em uma pequena placa sob um feixe de luz, simbolizando a conexão entre o humano e o desconhecido.

Há quem diga que o corpo é só uma etapa: útil, mas superável. Do upload da mente ao upgrade do organismo, a aposta é que tecnologia artificial e a biologia vão se fundir a ponto de prolongar radicalmente a vida – talvez, um dia, fora da Terra.

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Biohacking: com B de Business e Bilhões

Pessoa com viseira tecnológica cobrindo os olhos, simbolizando a fusão entre corpo e tecnologia.

Quando a ficção científica deixa de ser metáfora e vira manual de autocontrole, começamos a acreditar que o corpo pode ser programado como um software – atualizável, mensurável, otimizado. Mas, depois de cápsulas, jejuns e promessas, o que sobra quando desligamos o marketing e olhamos “apenas” para a biologia?

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Tales from the Loop: O espelho das escolhas e das vidas não vividas

Jovem com cabelo cacheado espiando para fora de um portal esférico de metal enferrujado. À direita, homem negro de camisa azul e calça jeans em pé ao lado de um trator amarelo futurista.

Quem você seria se fizesse escolhas diferentes? Aqui, a pergunta vira experimento. A tecnologia atua como espelho, forçando-nos a encarar as versões de nós mesmos deixadas para trás e a assumir o peso de nossa própria identidade.

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Cinco modelos de futuro na ficção científica

Três pessoas em estúdio neutro, com estética futurista: mulher ao centro com braço biônico erguido; dois homens ao fundo usando próteses de perna e roupas pretas minimalistas.

Nem toda nave aponta para o mesmo amanhã. Há futuros de abundância e de racionamento, de autonomia e de controle. E, nesse contexto, a boa ficção científica não prevê o futuro – testa hipóteses. Por isso, para você reconhecer alguns padrões, aqui vão cinco modelos de futuro na ficção científica.

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Vertentes “punk” no cinema: cyberpunk, steampunk e biopunk

Pessoa sentada em poltrona vermelha de cinema usando capacete antigo de mergulho; sala escura ao fundo, clima de humor e estranhamento.

Engrenagens, carros voadores e laboratórios – alguns modos de imaginar futuros alternativos que, na imaginação, podem ser imperfeitos para alguns e mais que perfeitos para outros. Essas vertentes ‘punk’ discutem poder, tecnologia e corpo humano através de temporalidades complexas. Então, em vez de rótulos simplistas, aqui vai um mapa rápido para reconhecer algumas das principais vertentes “punk” no cinema.

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Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?: A empatia como documento de identidade

Close de teclado com uma mão orgânica e outra protética digitando — ambíguo se é um humano com mão de androide ou um androide com mão humana.

Autor: Philip K. Dick – Publicação: 1968
Num mundo em que réplicas são quase indistinguíveis de humanos, o “humano” deixa de ser uma discussão filosófica e vira um resultado de teste. Em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, a fronteira entre pessoa e máquina passa por medições questionáveis.

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Solaris: Quando o objeto de estudo resiste ao método

Mar ao entardecer em tons de laranja e ciano, com ondas em primeiro plano e profundidade de campo rasa.

Autor: Stanisław Lem – Publicação: 1961
Há objetos que se deixam medir. E há objetos que devolvem perguntas – a ponto de forçar a ciência a revisar o próprio jeito de investigar. Em Solaris, o “objeto” é um oceano planetário que parece responder aos humanos de maneiras que não cabem nas categorias habituais, e isso muda tudo: método, linguagem e até a noção de “explicação”.

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