A ciência do Loop transforma o arrependimento em prisão física. Vemos como o passado não resolvido gera uma paralisia emocional, isolando personagens que usam o tempo estático ou a tecnologia para fugir do confronto com a mudança.
Ciência Pop
A cultura também explica o mundo – às vezes melhor do que muitos tratados acadêmicos. Nesta categoria, analisamos como filmes, livros e séries traduzem ideias científicas, debates sociais e tendências tecnológicas. É um espaço para pensar com leveza, entender com precisão e perceber ciência onde menos se espera.
Tales from the Loop: O espelho das escolhas e das vidas não vividas
Quem você seria se fizesse escolhas diferentes? Aqui, a pergunta vira experimento. A tecnologia atua como espelho, forçando-nos a encarar as versões de nós mesmos deixadas para trás e a assumir o peso de nossa própria identidade.
Tales from the Loop: O ciclo do luto e o eterno retorno
O final é o retorno ao começo. A temporada fecha um ciclo melancólico onde o luto e a curiosidade infantil costuram uma jornada sobre família, perda e o verdadeiro significado de lar, muito além do espaço físico.
Cinco modelos de futuro na ficção científica
Nem toda nave aponta para o mesmo amanhã. Há futuros de abundância e de racionamento, de autonomia e de controle. E, nesse contexto, a boa ficção científica não prevê o futuro – testa hipóteses. Por isso, para você reconhecer alguns padrões, aqui vão cinco modelos de futuro na ficção científica.
Vertentes “punk” no cinema: cyberpunk, steampunk e biopunk
Engrenagens, carros voadores e laboratórios – alguns modos de imaginar futuros alternativos que, na imaginação, podem ser imperfeitos para alguns e mais que perfeitos para outros. Essas vertentes ‘punk’ discutem poder, tecnologia e corpo humano através de temporalidades complexas. Então, em vez de rótulos simplistas, aqui vai um mapa rápido para reconhecer algumas das principais vertentes “punk” no cinema.
Como avaliar a ciência no sci-fi: 5 critérios essenciais
Blockbusters com temas científicos costumam misturar realidade, técnica e licença poética. Esse mix, por vezes, funciona; em outras, tropeça feio. Aqui, a proposta é separar ideias plausíveis das que pedem mais fé do que a religião. Então, para entender desse gênero com mais propriedade, saiba como avaliar a ciência sci-fi.
Déjà-vus do cinema: remake, reboot, spin-off e outras estratégias de continuação
Sabe aquela sensação de já ter visto a história, o personagem – ou até o ambiente? Pois é: nem sempre é memória pregando peça; muitas vezes são reedições de ideias calculadas pelo mercado cinematográfico. Para entender um pouco a respeito dessas reproduções, apresentamos o que é remake, reboot, spin-off e outros déjà-vus do cinema.
Eu, Robô: Três Leis, casos de borda e a ética do literalismo
Autor: Isaac Asimov – Publicação: 1950
Regras claras parecem seguras – até o mundo real aparecer com contexto, conflito e exceção. Eu, Robô é uma coleção de histórias montada para stressar um pacote de regras famosas (as Três Leis) como se fossem especificações de engenharia. E o resultado é simples: regra perfeita em tese vira dor de cabeça em produção.
Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?: A empatia como documento de identidade
Autor: Philip K. Dick – Publicação: 1968
Num mundo em que réplicas são quase indistinguíveis de humanos, o “humano” deixa de ser uma discussão filosófica e vira um resultado de teste. Em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, a fronteira entre pessoa e máquina passa por medições questionáveis.
Solaris: Quando o objeto de estudo resiste ao método
Autor: Stanisław Lem – Publicação: 1961
Há objetos que se deixam medir. E há objetos que devolvem perguntas – a ponto de forçar a ciência a revisar o próprio jeito de investigar. Em Solaris, o “objeto” é um oceano planetário que parece responder aos humanos de maneiras que não cabem nas categorias habituais, e isso muda tudo: método, linguagem e até a noção de “explicação”.