Empresa estável não vive de sustos: separa operação de financiamento, mede o que a operação pede e o que o longo prazo entrega – e ajusta prazos e políticas para o caixa funcionar sem soluços. É isso que põe o giro para respirar.
Ramos
IAT e preconceito implícito: o que o teste realmente mede?
“Não sou preconceituoso, mas o teste deu alto.” A frase resume a promessa e o problema do IAT: um instrumento que revelaria vieses que você nem sabia ter — e que, uma vez revelados, poderiam ser treinados e corrigidos. A promessa era poderosa. A ponte entre o escore e o comportamento real, nem tanto.
Estilos de aprendizagem: o que as evidências realmente mostram?
“Sou visual.” A frase soa como autoconhecimento — e talvez seja. Mas quando um sistema educacional inteiro decide ensinar cada aluno “no estilo dele”, a pergunta muda: há evidência de que isso funciona, ou estamos confundindo aprendizagem com conforto?
Número de Dunbar: limite humano ou regra de bolso?
Nunca estivemos tão conectados. E nunca nos sentimos tão sós. Essa não é uma contradição — é uma consequência previsível de ignorar como o cérebro humano funciona.
Do hype às evidências: quando estudos famosos enfrentam novos métodos
Um estudo sai. A manchete viraliza. O conceito vira verbo. E quando outra equipe refaz a pesquisa com mais rigor, o resultado encolhe — ou muda de endereço. Essas histórias não são sobre ciência que “falhou”; são sobre ciência que finalmente fez o trabalho completo.
Growth mindset: o que o experimento nacional de 2019 realmente mostrou?
“Não sou bom nisso… ainda.” A frase virou mantra em escolas, palestras e livros de autoajuda. A promessa era poderosa: mude a crença do aluno sobre inteligência e o desempenho melhora. Até que um experimento com dezenas de milhares de estudantes mostrou que a história era mais complicada — e mais interessante — do que o slogan.
Nudges: qual é o tamanho real do empurrãozinho?
Você rolou o feed por quarenta minutos sem perceber. Assinou um serviço que parecia gratuito. Clicou em “aceitar todos os cookies” porque cancelar dava trabalho. Nenhuma dessas escolhas foi exatamente sua — e não foi por acidente.
Efeito Mozart: o que sobrou do hype original?
“Coloque Mozart para tocar e seu filho ficará mais inteligente.” A frase virou conselho de maternidade, argumento de marketing e até política pública. O estudo original nunca disse isso — mas a manchete foi mais rápida do que a leitura do artigo, e uma sonata de dez minutos virou promessa de QI.
O dia inteiro te prepara para dizer sim quando não deveria
Às dez da manhã, você recusa o biscoito. À meia-noite, você assina um serviço que não precisava, compra algo que não planejou e rola o feed por mais quarenta minutos. Não é, necessariamente, fraqueza. Pode ser esgotamento de recursos cognitivos — e há quem projete produtos contando exatamente com isso.
Power Posing: o que a réplica de 2015 realmente mostrou?
Dois minutos de pé, mãos na cintura, peito aberto — e você sai da sala com mais testosterona, menos cortisol e mais disposição para arriscar. A promessa cabia num TED Talk entre os mais vistos da história e numa capa de revista. Até que alguém repetiu o experimento com mais gente e mais rigor — e a biologia não apareceu.