Quando a inflação aperta ou a incerteza cresce, por que as pessoas e as empresas decidem segurar caixa em vez de investir? A demanda por dinheiro não é capricho: ela responde a juros, preciosidade da liquidez e expectativas – e isso muda o jogo do câmbio, do crédito e do nível de atividade.
Ramos
Vertentes “punk” no cinema: cyberpunk, steampunk e biopunk
Engrenagens, carros voadores e laboratórios – alguns modos de imaginar futuros alternativos que, na imaginação, podem ser imperfeitos para alguns e mais que perfeitos para outros. Essas vertentes ‘punk’ discutem poder, tecnologia e corpo humano através de temporalidades complexas. Então, em vez de rótulos simplistas, aqui vai um mapa rápido para reconhecer algumas das principais vertentes “punk” no cinema.
Como avaliar a ciência no sci-fi: 5 critérios essenciais
Blockbusters com temas científicos costumam misturar realidade, técnica e licença poética. Esse mix, por vezes, funciona; em outras, tropeça feio. Aqui, a proposta é separar ideias plausíveis das que pedem mais fé do que a religião. Então, para entender desse gênero com mais propriedade, saiba como avaliar a ciência sci-fi.
Déjà-vus do cinema: remake, reboot, spin-off e outras estratégias de continuação
Sabe aquela sensação de já ter visto a história, o personagem – ou até o ambiente? Pois é: nem sempre é memória pregando peça; muitas vezes são reedições de ideias calculadas pelo mercado cinematográfico. Para entender um pouco a respeito dessas reproduções, apresentamos o que é remake, reboot, spin-off e outros déjà-vus do cinema.
Eu, Robô: governança, casos de borda e o limite das regras perfeitas
Autor: Isaac Asimov – Publicação: 1950
Regras claras parecem seguras. Dão a impressão de ordem, previsibilidade e controle. Em Eu, Robô, Isaac Asimov parte exatamente dessa promessa: robôs programados por leis capazes de impedir danos, organizar obediência e limitar riscos. Mas a força do livro está em mostrar que regra nenhuma atravessa o mundo real sem atrito.
Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?: resumo, temas e o teste da humanidade
Autor: Philip K. Dick – Publicação: 1968
Em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, Philip K. Dick imagina um mundo em que humanos e androides se tornaram quase indistinguíveis. A diferença entre eles não está apenas no corpo, na aparência ou na inteligência. O critério decisivo passa a ser outro: a empatia. O problema é que, quando a humanidade precisa ser comprovada por teste, talvez ela já tenha perdido alguma coisa pelo caminho.
Solaris: Quando o objeto de estudo resiste ao método
Autor: Stanisław Lem – Publicação: 1961
Em Solaris, Stanisław Lem conta a história de cientistas que tentam compreender um planeta coberto por um oceano aparentemente vivo. O problema é que esse oceano não se comporta como objeto comum de estudo. Ele parece responder, provocar e devolver aos humanos aquilo que eles não conseguem explicar. O romance transforma uma pergunta científica em inquietação filosófica: e se o desconhecido não couber nas nossas categorias?
1984: Novilíngua e a engenharia da memória na era digital
George Orwell – 1949
Em 1984, George Orwell imagina uma sociedade em que controlar a linguagem é também controlar a memória. A Novilíngua não reduz apenas palavras: reduz possibilidades de pensamento. O romance ajuda a pensar como poder, linguagem e verdade continuam disputando o presente.
Admirável Mundo Novo: resumo, temas e crítica à felicidade administrada
Autor: Aldous Huxley – Publicação: 1932
Em Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley imagina uma sociedade em que quase tudo parece funcionar: não há grandes conflitos, as pessoas são condicionadas desde cedo para aceitar seu lugar social e a felicidade virou parte da administração pública. O problema é justamente esse: quando tudo é organizado para evitar sofrimento, também pode faltar espaço para liberdade, dúvida e autonomia.
Nós, de Zamiátin: transparência total, vigilância e o direito à privacidade
Autor: Ievguêni Zamiátin – Publicação: 1924
Em Nós, Ievguêni Zamiátin imagina uma sociedade em que tudo precisa ser visível, organizado e verificável. A transparência aparece como promessa de ordem. Mas, no romance, ver tudo não significa compreender melhor. Significa controlar melhor.