A Inteligência Artificial está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Mas até que ponto ela é realmente “inteligente”? O neurocientista Miguel Nicolelis, professor emérito da Universidade de Duke, desafia o entusiasmo excessivo em torno desse conceito. Para ele, essa tecnologia não é tão revolucionária quanto muitos acreditam. Afinal, o que chamam de Inteligência Artificial, segundo Nicolelis, não é inteligente.
Tecnologia
A tecnologia molda hábitos, acelera mudanças e redefine o que consideramos possível. Nesta categoria, analisamos ferramentas, ideias e impactos que surgem quando ciência, criatividade e sociedade se encontram. É um espaço para compreender tendências, questionar promessas exageradas e pensar usos mais responsáveis – sem perder o encanto pela inovação.
Inteligência Artificial: Da Máquina de Turing ao “quase nós”
Nas últimas décadas, a IA saiu do laboratório e virou infraestrutura invisível do cotidiano: recomenda, classifica, prevê, traduz, escreve, diagnostica. Só que o ponto não é a novidade técnica. É o deslocamento filosófico: quem decide, quem confia, quem responde – e o que já confundimos com algo “humano” quando a máquina imita tão bem.