Y2K já significou medo de computadores falharem na virada do milênio. Hoje também nomeia uma estética de roupas, objetos e tecnologias associadas ao começo dos anos 2000. Seu retorno mostra como o passado pode virar memória, identidade e, rapidamente, produto outra vez.
Rogério Ramos
Estoicismo: o que depende de nós quando a vida aperta?
Quando tudo aperta, o estoicismo propõe uma distinção difícil: cuidar do que depende de nós e largar o que escapa. O problema é saber onde termina a lucidez e começa a acomodação.
Utilitarismo: o bem-estar do maior número basta para fazer justiça?
O utilitarismo promete clareza: medir consequências e escolher o que aumenta o bem-estar do maior número. O problema aparece quando a soma parece justa no papel, mas o custo recai sempre sobre alguém concreto.
Imperativo Categórico: o que ainda pode valer para todos?
Kant desloca a pergunta moral: em vez de perguntar o que funciona, pergunta o que pode valer para qualquer pessoa. Num tempo cheio de atalhos e exceções, essa régua continua exigente, e necessária.
Platão, Nietzsche e a verdade em disputa
Vivemos entre duas tentações – a de crer numa verdade firme acima de nós e a de tratar tudo como interpretação. Platão puxa para o fundamento; Nietzsche, para a criação. O que acontece quando os dois se encaram?
Cinco perguntas urgentes sobre o nosso tempo
Toda época tem seus pontos cegos – os nossos se disfarçam de conveniência. Cinco dilemas contemporâneos parecem independentes até a gente perceber que todos convergem para o mesmo lugar: a vida no piloto automático.
Atenção em leilão: O que perdemos quando vivemos no modo notificação?
Cada notificação é um lance, cada vibração é um convite. A atenção virou o recurso mais disputado da economia digital – e quem não percebe isso paga com fragmentação o que imagina ganhar em produtividade.
Companhia artificial: estamos postergando a solidão?
Elas ouvem sem interromper, respondem sem demora e nunca contradizem. Mas quando a presença é desenhada para não incomodar, o que acontece com tudo aquilo que só o atrito ensina?
A verdade em crise: o que resta quando todos acreditam no que querem?
Os fatos continuam aí, só perderam o direito de incomodar. Quando cada grupo administra sua versão da realidade, a mentira não precisa convencer: basta pertencer.
A era da opinião: por que ninguém muda de ideia nas redes sociais?
Nunca opinamos tanto – e talvez nunca tenhamos escutado tão pouco. As redes ampliaram a fala e aceleraram a reação, mas fizeram da dúvida um luxo que o feed não comporta.