Artefatos têm política: IA como tecnologia de poder no cotidiano

Reunião em escritório com pessoas em traje formal e elementos visuais ligados à IA, sugerindo poder e decisão institucional.

A política nem sempre veste terno. Às vezes, ela veste interface. Quando um sistema recomenda, ranqueia, filtra, “otimiza” e decide, ele não está só executando cálculo: está organizando o que é possível, para quem, com quais custos – e com quais invisibilidades.

3 Livros Sci-Fi para Entender o Poder das Métricas

Imagem conceitual sobre o poder das métricas, burocracia e desumanização, representando um sistema de vigilância quantificada.

A métrica nasceu para medir o trabalho. Em algum momento, virou um jeito de medir a vida. Quando tudo é quantificado, “valor” escorrega para “entrega”, e “pertencer” vira “aderir ao padrão”. O dilema ético do século XXI fica bem pouco futurista: o que acontece com a pessoa quando ela falha na planilha?

Ler mais

Cinco modelos de futuro na ficção científica

Três pessoas em estúdio neutro, com estética futurista: mulher ao centro com braço biônico erguido; dois homens ao fundo usando próteses de perna e roupas pretas minimalistas.

Nem toda nave aponta para o mesmo amanhã. Há futuros de abundância e de racionamento, de autonomia e de controle. E, nesse contexto, a boa ficção científica não prevê o futuro – testa hipóteses. Por isso, para você reconhecer alguns padrões, aqui vão cinco modelos de futuro na ficção científica.

Ler mais

Nós: Transparência total, vigilância e o sujeito reduzido à planilha

Corredor envidraçado, branco e simétrico, com pilares e paredes de vidro; piso reflexivo e duas pessoas ao fundo, tudo visível de ponta a ponta.

Autor: Ievguêni Zamiátin – Publicação: 1924
A transparência costuma ser vendida como “pureza”: se tudo é visível, tudo fica honesto. Nós desmonta essa promessa. O romance (escrito em 1920–1921 e publicado primeiro em tradução em 1924) imagina um Estado onde a visibilidade total não melhora a vida – ela vira método de controle

Ler mais