O algoritmo aprendeu com você — e agora te serve de volta.

Rosto de mulher dentro de uma bolha transparente refletindo dois mundos opostos — conflito urbano de um lado, paisagem idílica do outro, simbolizando o isolamento informacional das câmaras de eco.

Em 2011, Eli Pariser mostrou numa palestra do TED duas buscas no Google pelo mesmo termo — “Egito” — feitas por dois amigos seus. Os resultados eram completamente diferentes. Um via cobertura da Primavera Árabe. O outro via receitas de culinária e turismo. Mesmo termo, mundos distintos. A partir daí, nasceu uma das metáforas mais influentes da era digital: o filtro bolha.

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O que as empresas sabem sobre você — e que você nunca autorizou

Olho humano ampliado por uma lupa, simbolizando vigilância, rastreamento e a observação invisível dos dados pessoais.

Em 2012, um pai entrou furioso numa loja Target em Minneapolis. Sua filha adolescente estava recebendo cupons de roupas de maternidade e berços. “Vocês estão tentando incentivá-la a engravidar?”, perguntou ao gerente. Dias depois, ligou de volta, constrangido: descobriu que a filha já estava grávida.

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Inteligência artificial no cotidiano: as peças que você já conhecia

Profissional em ambiente industrial consulta smartphone enquanto ícones digitais de recomendação, filtro, perfil, gráficos e previsão se conectam ao redor, representando as múltiplas tecnologias de IA integradas no cotidiano.

Recomendação, reconhecimento, filtro e previsão já funcionavam muito antes de alguém chamar o conjunto de inteligência artificial. O que aconteceu nas últimas décadas foi a integração dessas peças numa interface só, e o nome coletivo que elas passaram a receber.

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