A caixa-preta da IA: quando nem quem cria entende totalmente o resultado

Caixa preta futurista com cadeados e detalhes tecnológicos, representando a opacidade dos sistemas de inteligência artificial.

A caixa-preta da IA aparece quando um sistema produz respostas, previsões ou classificações úteis, mas seu caminho interno é difícil de explicar. Quando essa opacidade atinge usuários, instituições e até desenvolvedores, a pergunta muda: quem responde, como responde e com base em que explicação?

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O quarto chinês: a IA entende ou apenas manipula símbolos?

Pessoa em uma sala manipulando cartões com símbolos chineses, representando o experimento do quarto chinês e o debate sobre compreensão na inteligência artificial.

O experimento do quarto chinês, de John Searle, pergunta se manipular símbolos corretamente funciona como atestado de compreensão. Com a IA generativa, essa questão ficou ainda mais complexa: quando um sistema responde com fluidez, estamos diante de entendimento ou de uma simulação?

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O teste de Turing envelheceu? Quando conversar já não basta

Alan Turing mais velho observando uma interface de inteligência artificial em uma tela de computador, em referência ao teste de Turing.

O teste de Turing mudou a pergunta sobre máquinas pensantes: em vez de procurar uma essência da inteligência, observou o desempenho em conversa. Mas a IA generativa complicou o jogo. Se máquinas conversam bem demais, talvez conversar já não seja critério suficiente para pensar inteligência.

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A sala de aula ainda é necessária? O que o EAD não consegue substituir

Mão segurando caneta sobre caderno ao lado de notebook aberto, representando a tensão entre ensino presencial e EAD.

A educação a distância funciona — mas não funciona do mesmo modo para todos. Antes de declarar a sala de aula obsoleta, é preciso perguntar o que o digital resolve bem, onde ele falha e por que a presença ainda organiza dimensões da aprendizagem que a tela não reproduz.

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Desmotivação do aluno: falha do estudante ou sintoma do ensino?

Professora observa estudante cabisbaixa em sala de aula de tijolos aparentes.

A desmotivação do aluno costuma ser tratada como falta de interesse, disciplina ou maturidade. Mas, muitas vezes, ela funciona como sinal pedagógico: algo no conteúdo, no método, na avaliação ou no sentido da aprendizagem deixou de se conectar ao estudante.

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Como usar o ChatGPT no início de uma pesquisa acadêmica sem terceirizar o método

Jovem com fones de ouvido e óculos anotando em caderno ao lado de notebook em mesa de estudo

O ChatGPT pode organizar ideias, sugerir caminhos e dar aparência de clareza ao começo de uma pesquisa. O risco está exatamente aí: uma pergunta bonita demais, quando nasce sem leitura, recorte e método, pode esconder uma pesquisa que ainda não começou.

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ChatGPT na revisão de literatura: como usar sem comprometer a pesquisa

Pessoa escrevendo em caderno com caneta enquanto usa notebook em mesa de estudo.

O ChatGPT pode inventar uma referência com a mesma segurança com que explicaria uma real. Numa revisão de literatura, essa fluência é perigosa: se a fonte não foi verificada, o argumento pode estar apoiado em chão falso.

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Usar ChatGPT é plágio? Transparência, autoria e responsabilidade acadêmica

Jovem com óculos digitando em notebook rodeado de livros antigos em mesa de madeira

Usar ChatGPT é plágio? A pergunta parece simples – e justamente por isso engana. Na escrita acadêmica, o ponto decisivo não é apenas usar ou não usar a ferramenta, mas saber quem conduziu o pensamento e quem responde pelo texto.

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Como avaliar alunos que usam ChatGPT: além do texto final

Pessoa digitando no notebook com a interface do ChatGPT aberta na tela.

Quando uma ferramenta escreve em segundos, avaliar apenas o texto final virou olhar para a parte mais frágil do processo. O problema da avaliação não nasceu com o ChatGPT, mas agora ficou difícil fingir que a nota revela tudo.

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