Johannes Kepler passou anos tentando encaixar os dados de Tycho Brahe em órbitas circulares. Quando aceitou a elipse, deu à astronomia suas primeiras leis matemáticas e à ciência um exemplo raro de honestidade diante dos próprios desejos.
Rogério Ramos
Quais foram as contribuições de Galileu para a ciência?
As contribuições de Galileu para a ciência vão do telescópio ao pêndulo e têm um fio comum: desconfiar das aparências e levar cada pergunta sobre a natureza para o experimento.
A ilha do conhecimento: quanto mais sabemos, mais ignoramos?
A ilha do conhecimento é a metáfora de Marcelo Gleiser para os limites da ciência: tudo o que sabemos cresce cercado por um oceano de desconhecido, e cada avanço aumenta a margem onde nascem perguntas que antes nem existiam.
O mapa não é o território: o que isso significa na ciência?
A expressão “o mapa não é o território” resume o limite de toda teoria científica: cada modelo representa uma parte da realidade, com uma missão definida, e nenhum deles consegue ter o tamanho do mundo que descreve.
Por que confiar na ciência?
Há bons motivos para confiar na ciência, e eles estão no modo como ela trabalha: qualquer afirmação pode ser checada por outros, nenhuma autoridade dispensa o teste e cada erro encontrado corrige o conjunto.
Evolução do modelo atômico: o que a história do átomo ensina sobre a verdade?
A evolução do modelo atômico vai do grão indivisível dos gregos à nuvem de probabilidade da física quântica. Cada versão foi a melhor do seu tempo, e a sequência mostra como a verdade na ciência avança por aproximações.
O que é o método indutivo de Francis Bacon?
O método indutivo parte de observações sempre incompletas para chegar a leis gerais. Francis Bacon fez dele o centro da ciência moderna, junto com uma exigência que ainda vale: toda afirmação precisa passar pelo teste da experiência.
Qual a diferença entre Platão e Aristóteles?
A diferença entre Platão e Aristóteles começa pelos sentidos: um desconfiava deles e buscava a verdade nas ideias, o outro confiava no que via. Essa divergência atravessou dois mil anos e chegou ao método científico.
O que é um paradigma científico?
Um paradigma científico é o conjunto de conceitos e práticas que define como uma época faz ciência. Thomas Kuhn mostrou que ele orienta as perguntas até acumular falhas demais e então cede lugar a outro, numa revolução científica.
O que é falseabilidade?
Falseabilidade é o critério de Karl Popper para reconhecer uma teoria científica: ela precisa indicar o que a derrubaria. Confirmações se acumulam sem nunca fechar a questão; basta um contraexemplo para reabri-la.