Alan Turing: o homem que imaginou o computador e foi destruído por seu tempo

Alan Turing, matemático britânico e pai da computação moderna, em retrato colorizado diante de um edifício inglês.

Formalizou a computação antes de o computador existir. Quebrou códigos nazistas que ajudaram a encurtar a Segunda Guerra. Propôs o teste que define o debate sobre máquinas pensantes. Depois, foi condenado por seu próprio país. A história de Alan Turing é genialidade e injustiça na mesma medida.

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Geoffrey Hinton: o padrinho da IA que agora tenta freá-la

Geoffrey Hinton, pioneiro do deep learning e Nobel de Física de 2024, explicando redes neurais diante de um quadro branco com equações.

Passou quarenta anos ensinando máquinas a aprender. Ganhou o Turing e o Nobel por isso. E em 2023, pediu demissão do Google para dizer ao mundo que talvez tenha criado algo perigoso demais. A trajetória de Geoffrey Hinton é, em si, um dilema moral sobre ciência e responsabilidade.

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Demis Hassabis: o prodígio que quer resolver a inteligência

Demis Hassabis, cofundador da DeepMind e Nobel de Química de 2024, em evento de tecnologia.

Mestre de xadrez aos treze anos. Designer de videogames aos dezessete. Doutor em neurociência cognitiva. Nobel de Química aos 48. A ambição que conecta tudo isso? Construir uma inteligência artificial capaz de resolver qualquer problema científico. Demis Hassabis não coleciona carreiras — ele as encaixa como peças de um único quebra-cabeça.

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Leon Festinger: o psicólogo que se infiltrou num culto para provar uma teoria

Leon Festinger, psicólogo social americano e criador da teoria da dissonância cognitiva, diante de uma estante de livros e periódicos acadêmicos.

Em 1954, um psicólogo e dois colegas se infiltraram num culto que acreditava no fim do mundo. Queriam observar o que acontece quando a realidade contradiz a crença. A resposta mudou a psicologia — e explica boa parte do que fazemos até hoje sem perceber.

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Richard Dawkins: o gene, o meme e a polêmica

Richard Dawkins, biólogo evolutivo e autor de O Gene Egoísta, sentado diante de uma estante de livros.

Inventou o conceito de “meme” quarenta anos antes de a palavra virar sinônimo de imagem engraçada na internet. Transformou a biologia evolutiva em best-seller. E conseguiu irritar, ao mesmo tempo, religiosos, ativistas e colegas cientistas. Richard Dawkins é, quase por definição, uma figura que não cabe num resumo simples.

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Quando educar vira otimizar: dilemas da escola contemporânea

Blocos de madeira em escada com ícones de tecnologia ascendente, figuras humanas de madeira e caderno com anotações à mão na base

A escola ganhou métricas, plataformas, inteligência artificial e acesso remoto. Mas, perdeu o quê? Dilemas contemporâneos sugerem que a resposta está naquilo que a eficiência tem mais dificuldade de medir — e, por isso, mais facilidade de descartar.

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O que conta como evidência?

Jovem de óculos e cabelos cacheados com a mão no queixo, expressão de dúvida e avaliação, sobre fundo claro.

“Eu vi com meus olhos.” “Saiu um estudo.” “Todo mundo sabe.” Tudo isso é apresentado como evidência — e, de certo modo, é. O problema é que nem toda evidência pesa igual. E confundir pista com prova é o erro mais democrático que existe: todo mundo comete.

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A ciência sabe escutar? Koko Tavi e a disputa pelo nome do sofrimento

Página dos manuscritos de Koko Tavi, caderno escrito à mão em português com relatos sobre a história e a saúde do povo Galibi Marworno do rio Uaçá, Oiapoque, Amapá.

Doença, crise, possessão, nervos — cada palavra abre um caminho de cura e fecha outros. Quando o sofrimento tem mais de um nome, a pergunta que vale fazer muda: de “qual o diagnóstico?” para “quem escolheu o nome — e o que ficou de fora?”

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A pirâmide de Maslow não é de Maslow

Abraham Maslow, de terno escuro, segura um giz e olha com desaprovação para a pirâmide das necessidades riscada com um X vermelho no quadro-negro atrás dele.

Todo mundo conhece a pirâmide das necessidades. Livros didáticos, treinamentos corporativos, palestras motivacionais — ela está em toda parte. Só que Maslow nunca a desenhou. A pirâmide não está no artigo original. E a teoria que está lá é mais interessante do que a imagem que a substituiu.

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