Nunca estivemos tão conectados. E nunca nos sentimos tão sós. Essa não é uma contradição — é uma consequência previsível de ignorar como o cérebro humano funciona.
tecnologia e sociedade
Nudges: qual é o tamanho real do empurrãozinho?
Você rolou o feed por quarenta minutos sem perceber. Assinou um serviço que parecia gratuito. Clicou em “aceitar todos os cookies” porque cancelar dava trabalho. Nenhuma dessas escolhas foi exatamente sua, e nenhuma foi acidente.
O dia inteiro te prepara para dizer sim, quando não deveria
Às dez da manhã, você recusa o biscoito. À meia-noite, você assina um serviço que não precisava, compra algo que não planejou e rola o feed por mais quarenta minutos. Não é, necessariamente, fraqueza. Pode ser esgotamento de recursos cognitivos — e há quem projete produtos contando exatamente com isso.
A Teoria da Internet Morta: os fantasma por trás da rede
Nas últimas décadas, a internet foi celebrada como o maior espaço de encontro humano já criado. Milhões de vozes conectadas em fóruns, redes sociais e sites formaram uma gigantesca praça pública digital. Mas uma hipótese perturbadora ganhou força nos últimos anos: e se essa praça estivesse, em boa parte, vazia de gente?
A Tecnologia e o Tempo humano: um embate atemporal
A cada nova invenção, acreditamos estar conquistando horas preciosas. Porém, quanto mais sofisticadas as ferramentas, mais escasso parece o tempo livre. Isso se repete há dois séculos, com regularidade suficiente para ser chamado de padrão.
O destino da confiança: um paradoxo discutido por Harari
Desconfiamos de políticos, instituições e imprensa. Mas entregamos dados, atenção e decisões a algoritmos criados pelas mesmas corporações que desconfiamos. Harari chama isso de paradoxo existencial. Esse é também uma boa descrição do nosso cotidiano.
Sedentarismo e tecnologia: por que nos movimentamos tão pouco?
Trabalhamos sentados, estudamos sentados e descansamos diante de telas. Depois, quando possível, reservamos uma hora para nos exercitar. O sedentarismo contemporâneo não surgiu apenas de escolhas individuais: também construímos tecnologias, trabalhos e cidades que retiraram movimento da vida cotidiana.
IA no mercado de trabalho: ameaça ou oportunidade?
A IA vai eliminar empregos. Também vai criar outros. E o que determina qual dos dois efeitos prevalece são as políticas que acompanham a tecnologia. Essa é a posição de Gilbert Houngbo, diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, em entrevista à Deutsche Welle.