O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas

Duas crianças pequenas brincam juntas no chão com uma torre de blocos coloridos, praticando aprendizado social e funções executivas.

A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.

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Frankenstein na tela: 4 adaptações essenciais antes da Netflix

Cena da adaptação de Frankenstein da Netflix mostrando o cientista em um auditório diante de uma plateia, realizando uma demonstração pública.

Estas são as versões que moldaram o imaginário do cinema – dos relâmpagos de 1931 à tentativa fiel de 1994. Cada época projetou seu medo no mesmo corpo. Ver (ou rever) essas quatro adaptações é entender como o monstro de Mary Shelley foi sendo reconstruído – pedaço por pedaço – pela lente do tempo.

Undone: A Rotoscopia que dissolve o Tempo, a Mente e a Realidade

Close-up dos olhos da personagem Alma, da série Undone, espiando por debaixo de um tecido ou lençol azul escuro salpicado de estrelas, com o título "undone" em letras brancas na parte inferior.

Undone usa a rotoscopia não por estética, mas para dissolver a realidade. Ao acompanhar Alma, a série nos lança num debate entre neurociência e xamanismo: seriam suas visões um sintoma de esquizofrenia ou uma habilidade de manipular o tempo?

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Tales from the Loop: a tecnologia como espelho da condição humana

Pintura retrofuturista de Simon Stålenhag para Tales from the Loop, mostrando um homem e uma criança em um campo gramado observando um robô bipedal gigante, com uma van de serviço ao fundo sob um céu nublado.

Em Tales from the Loop, robôs, máquinas e fenômenos impossíveis fazem parte da paisagem. O centro da série está nas pessoas que precisam conviver com aquilo que a tecnologia permite — e com as consequências de suas próprias escolhas.

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