Thomas Kuhn foi o físico e historiador americano que escreveu A Estrutura das Revoluções Científicas e popularizou a ideia de paradigma. Mostrou que a ciência avança por rupturas, e a expressão “mudança de paradigma” virou vocabulário de todo mundo.
Rogério Ramos
Alan Turing: o homem que imaginou o computador e foi destruído por seu tempo
Alan Turing foi o matemático britânico que definiu o que é computar, ajudou a quebrar códigos nazistas na Segunda Guerra e propôs o teste mais famoso sobre máquinas que pensam. Condenado por ser homossexual, morreu aos 41 anos.
Geoffrey Hinton: o padrinho da IA que agora tenta freá-la
Geoffrey Hinton é o cientista britânico-canadense conhecido como padrinho da inteligência artificial. Ajudou a criar as redes neurais da IA atual, ganhou o Nobel de Física em 2024 e virou um dos críticos mais ouvidos da tecnologia que construiu.
Demis Hassabis: o prodígio que quer resolver a inteligência
Demis Hassabis é o cientista britânico que fundou a DeepMind, criou o AlphaGo e o AlphaFold e ganhou o Nobel de Química em 2024. Ex-prodígio do xadrez e dos videogames, dirige o Google DeepMind e persegue a inteligência artificial geral.
Leon Festinger: o psicólogo que se infiltrou num culto para provar uma teoria
Leon Festinger foi o psicólogo americano que criou a teoria da dissonância cognitiva, uma das ideias mais citadas da psicologia. Para testá-la, chegou a se infiltrar, com colegas, num grupo que esperava o fim do mundo.
Richard Dawkins: o gene, o meme e a polêmica
Richard Dawkins é o biólogo britânico que escreveu O Gene Egoísta, criou a palavra “meme” e virou um dos divulgadores de ciência mais lidos do mundo. Também é uma das figuras mais polêmicas da ciência, sobretudo desde Deus, um Delírio.
Quando educar vira otimizar: dilemas da escola contemporânea
A escola ganhou métricas, plataformas, inteligência artificial e acesso remoto. E perdeu o quê? Os dilemas contemporâneos apontam para aquilo que a eficiência tem mais dificuldade de medir – e, por isso, mais facilidade de descartar.
O desabafo digital: por que tanta gente prefere falar com uma máquina?
Fila longa, custo alto, medo de julgamento – e, do outro lado, uma tela que responde na hora, não cobra e nunca levanta a sobrancelha. O recurso à máquina revela muito sobre o preço de ser ouvido por gente de verdade.
O que conta como evidência?
“Eu vi com meus olhos.” “Saiu um estudo.” “Todo mundo sabe.” Tudo isso é apresentado como evidência – e é. Mas nem toda evidência pesa igual, e confundir pista com prova é o erro mais democrático: todo mundo comete.
A ciência sabe escutar? Koko Tavi e a disputa pelo nome do sofrimento
Doença, crise, possessão, nervos – cada palavra abre um caminho de cura e fecha outros. Quando o sofrimento tem mais de um nome, a pergunta muda de “qual o diagnóstico?” para “quem escolheu o nome – e o que ficou de fora?”