Antes de perguntar se máquinas podem pensar, Alan Turing formulou uma questão mais básica: o que uma máquina pode calcular? A máquina universal mostrou que um único dispositivo, seguindo regras e lendo símbolos, pode simular qualquer processo computável. É a ideia na base do computador moderno.
Inteligência Artificial
Inteligência artificial para quem trabalha e para quem ensina: o que esses sistemas de fato fazem, o que ainda não fazem, e o que muda no expediente e na sala de aula de quem precisa conviver com eles.
A caixa-preta da IA: por que nem quem cria consegue explicar?
A caixa-preta da IA aparece quando um sistema produz respostas, previsões ou classificações úteis, e o caminho interno até elas é difícil de explicar. Quando essa opacidade atinge usuários, instituições e até desenvolvedores, muda a pergunta que importa: com base em que explicação alguém pode discordar?
O quarto chinês: a IA entende ou apenas manipula símbolos?
O experimento do quarto chinês, de John Searle, pergunta se manipular símbolos corretamente serve como atestado de compreensão. Com a IA generativa, a questão ficou mais difícil de contornar: quando um sistema responde com fluidez, estamos diante de entendimento ou de simulação?
O teste de Turing envelheceu? Quando conversar já não basta
O teste de Turing propõe um critério comportamental para a inteligência de máquinas: se um interrogador humano não consegue distinguir a máquina de uma pessoa em conversa, a hipótese de inteligência precisa ser levada a sério. A IA generativa tornou esse critério fácil de cumprir.
Artefatos têm política: IA como tecnologia de poder
Artefatos têm política: objetos técnicos carregam escolhas, interesses e formas de organizar a vida social. Quando a inteligência artificial recomenda, classifica, prioriza ou bloqueia, ela distribui poder — no ranking, no filtro, na pontuação e nos critérios que quase nunca vemos.
AGI: por que a inteligência artificial geral sempre recua?
AGI, ou inteligência artificial geral, costuma aparecer como o grande horizonte da IA: uma máquina capaz de aprender tarefas variadas, transferir habilidades e lidar com situações novas. O horizonte se move. Sempre que a máquina automatiza uma competência, a régua da inteligência muda de lugar.
O que são autômatos e por que eles antecipam o debate sobre IA?
Autômatos são máquinas construídas para imitar seres vivos. Séculos antes do computador, eles já produziam o efeito que hoje associamos à inteligência artificial: um objeto fabricado que age como se tivesse intenção própria.
Inteligência alienígena: o que Yuval Harari quer dizer com isso?
Yuval Noah Harari chama a IA de “inteligência alienígena” porque ela opera de um modo estranho à experiência humana e, mesmo assim, já participa de escolhas humanas. A expressão desloca a pergunta: estamos diante de uma ferramenta avançada ou de uma forma de poder que reorganiza atenção, confiança e decisão?
Miguel Nicolelis: a IA não é inteligente nem artificial?
Para o neurocientista Miguel Nicolelis, o nome “inteligência artificial” erra duas vezes. Erra em “inteligência”, que ele trata como propriedade de organismos vivos, e erra em “artificial”, porque esses sistemas dependem do trabalho de milhões de pessoas.
O que é inteligência artificial, como funciona e para que serve?
Inteligência artificial é o conjunto de sistemas capazes de reconhecer padrões, fazer previsões, recomendar decisões ou gerar conteúdo. Para entender como a IA funciona, é preciso separar o termo amplo das tecnologias que existem dentro dele.