Um homem morre em um acidente de trânsito e encontra alguém que se apresenta como Deus. A conversa que se segue trata do que ele fez com a própria vida, e do que ainda está por vir. Primeira publicação em 2009, Galactanet (site do autor).
literatura
Romances, contos e clássicos lidos como ferramenta para pensar ciência, tecnologia e sociedade.
A História da Sua Vida, de Ted Chiang: saber o futuro muda o que escolhemos?
Louise Banks é convocada para conversar com visitantes extraterrestres. Ao aprender a língua deles, começa a “lembrar” de acontecimentos que ainda não ocorreram. Primeira publicação em 1998, Starlight 2 (Tor Books).
Não Tenho Boca e Preciso Gritar, de Harlan Ellison: uma máquina pode sentir ódio?
Uma inteligência artificial militar extermina quase toda a humanidade e mantém cinco pessoas vivas num complexo subterrâneo. Com o tempo, o sofrimento dessas pessoas vira a única finalidade da máquina. Primeira publicação em 1967, IF: Worlds of Science Fiction.
Flores para Algernon, de Daniel Keyes: o que uma inteligência ampliada revela sobre as pessoas?
Charlie Gordon frequenta aulas de alfabetização e sonha em aprender mais. Quando surge um experimento para ampliar a inteligência humana, ele aceita. A história é contada pelos relatórios que o próprio Charlie escreve. Primeira publicação em 1959, The Magazine of Fantasy & Science Fiction.
A Máquina Parou, de Forster: o que acontece quando a tecnologia parou?
Em 1909, muito antes de existirem computadores pessoais, E. M. Forster escreveu sobre pessoas que vivem em quartos subterrâneos, conversam por telas e quase nunca saem. Quase tudo o que sustenta essa vida vem de uma única coisa: a Máquina. Primeira publicação em 1909, The Oxford and Cambridge Review.
3 livros de ficção científica para pensar identidade e substituição
A ficção científica é lembrada por inventar futuros – mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que perguntam sobre o presente: o que ainda recebe o nome de identidade quando escolhas, emoções e lembranças começam a ser organizadas por sistemas fora do controle de quem as vive?
3 livros sobre métricas, burocracia e o direito de não caber no padrão
A métrica nasceu para organizar o mundo. Medir tempo, produção, presença, risco e desempenho pode ajudar a tomar decisões. O problema começa quando aquilo que mede a vida passa a substituir a própria vida.
3 livros de ficção científica sobre ética do projeto e responsabilidade tecnológica
A ficção científica é lembrada por inventar mundos – mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que dizem sobre o presente: o que acontece quando alguém cria algo, coloca no mundo e não fica para ver o resultado?
A Metamorfose: Gregor Samsa, burocracia e o custo de deixar de funcionar
Em A Metamorfose, Gregor Samsa acorda transformado em inseto. A cena é absurda, mas o que pesa de verdade está na reação ao redor dele. Antes da transformação, Gregor já vivia como peça de uma engrenagem: trabalhava, sustentava a casa, pagava dívidas e carregava expectativas. Quando deixa de funcionar, o cuidado não vem primeiro. Vem a cobrança.
Eu Sou a Lenda: Robert Neville, maioria e o normal que vira desvio
O terror de Eu Sou a Lenda não está só nos monstros. Está na inversão: de repente, o protagonista é quem não encaixa. Matheson escreveu um romance sobre o que acontece quando a maioria muda – e quem ficou no mesmo lugar acorda classificado como ameaça.