O livro é sempre melhor que o filme? Frankenstein e o peso das expectativas

Duas crianças pequenas brincam juntas no chão com uma torre de blocos coloridos, praticando aprendizado social e funções executivas.

A nova adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e lançada na Netflix, reacendeu o debate: afinal, o livro é sempre melhor que o filme? Parte do incômodo pode vir menos da obra e mais da forma como enxergamos adaptações.

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3 livros de ficção científica para pensar identidade e substituição

Rosto com linhas de código de barras projetadas sobre a pele, evocando a redução da identidade a métricas e classificações.

A ficção científica é lembrada por inventar futuros — mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que perguntam sobre o presente: o que ainda chamamos de identidade quando nossas escolhas, emoções e lembranças começam a ser organizadas por sistemas que não controlamos?

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3 livros de ficção científica sobre ética do projeto e responsabilidade tecnológica

Jovem de óculos com expressão de frustração diante de um laptop, representando o peso das consequências de projetos mal acompanhados.

A ficção científica é lembrada por inventar mundos — mas os três livros reunidos aqui interessam pelo que dizem sobre o nosso: o que acontece quando alguém cria algo, coloca no mundo e não fica para ver o resultado?

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A Metamorfose: Gregor Samsa, burocracia e o custo de deixar de funcionar

Homem sentado sozinho diante de um laptop em ambiente escuro, iluminado apenas pela tela e por uma luminária, evocando o isolamento funcional de Gregor Samsa.

Autor: Franz KafkaPublicação: 1915

Em A Metamorfose, Gregor Samsa acorda transformado em inseto. A cena é absurda, mas o que pesa de verdade está na reação ao redor dele. Antes da transformação, Gregor já vivia como peça de uma engrenagem: trabalhava, sustentava a casa, pagava dívidas e carregava expectativas. Quando deixa de funcionar, o cuidado não vem primeiro. Vem a cobrança.

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Eu Sou a Lenda: Robert Neville, maioria e o normal que vira desvio

Rosto de homem mais velho em close preto e branco, com expressão marcada e olhar direto, evocando o isolamento de Robert Neville em Eu Sou a Lenda.

Autor: Richard MathesonPublicação: 1954

O terror de Eu Sou a Lenda não está só nos monstros. Está na inversão: de repente, o protagonista é quem não encaixa. Matheson escreveu um romance sobre o que acontece quando a maioria muda — e quem ficou no mesmo lugar acorda classificado como ameaça.

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