Se o universo é regido por leis físicas de causa e efeito, suas escolhas são reais ou você está apenas seguindo um script biológico? Devs, minissérie de Alex Garland, transforma o determinismo quântico no horror mais sofisticado da década.
Ciência Pop
Filmes, séries, livros e documentários analisados pela lente da ciência. Aqui, ficção e realidade se encontram — e a gente investiga o que cada história diz (e esconde) sobre o mundo real.
Katla (Netflix): O paradoxo do duplo e a materialização do luto
A ficção científica mais fria é aquela que questiona: o quanto da pessoa amada é real e o quanto é projeção? Katla, série islandesa, usa o mistério do vulcão e o surgimento de “cópias” biológicas para narrar uma história brutal sobre a identidade, o luto não resolvido e a rejeição à finitude.
Parasyte (Anime): O Gene Egoísta e a ascensão da Inteligência Alienígena
Esqueça naves. A série Parasyte: The Maxim (Netflix) propõe um apocalipse silencioso: e se o predador da humanidade for uma inteligência que calcula melhor que nós? Um debate brutal sobre biologia, Gene Egoísta e a Inteligência Alienígena da IA.
Dark (Netflix): O labirinto do tempo e a ilusão do livre-arbítrio
Exibida na Netflix, Dark é a antítese da aventura americana. Aqui, o tempo não é uma linha, mas um nó que estrangula o destino de quatro famílias em um ciclo infinito de tragédia e determinismo.
Pluto (Netflix): A ética da Inteligência Artificial e o ciclo do ódio
Em um futuro onde robôs possuem cidadania e cicatrizes de guerra, a linha que separa humanos e máquinas deixa de ser biológica. Um thriller noir sobre o que a tecnologia ainda não sabe responder: como processar o perdão?
Solos: Stuart e a identidade feita de memórias roubadas
Stuart parece um homem cuja memória está desaparecendo. Quando Otto começa a restaurar suas lembranças, surge uma verdade mais difícil: boa parte da vida que ele recorda pertence a outras pessoas.
Solos: Nera e o filho que cresceu antes de ser conhecido
Nera esperou anos para ser mãe, mas vê o filho atravessar a infância em poucos minutos. Diante de alguém que cresce mais rápido do que sua capacidade de compreendê-lo, ela precisa escolher entre o medo e a possibilidade de construir um vínculo.
Solos: Jenny e a história que ela conta para não lembrar
Jenny fala sem parar numa sala de espera, transformando culpa, desejo e vergonha em histórias engraçadas. Quanto mais tenta organizar sua versão dos acontecimentos, mais se aproxima da lembrança que não consegue admitir.
Solos: Sasha e a casa que se tornou mais segura que o mundo
Sasha vive há vinte anos numa casa inteligente que oferece tudo o que ela precisa. Quando o sistema informa que o perigo terminou, sair exige algo para o qual nenhuma tecnologia a preparou: confiar novamente no mundo.
Solos: Peg e a vida que ela adiou por medo de ser vista
Peg embarca numa viagem espacial sem retorno depois de passar a vida tentando ocupar o menor espaço possível. Diante de uma inteligência artificial, ela finalmente percebe que sua invisibilidade também foi construída pelas escolhas que evitou fazer.