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Em Um Piscar de Olhos junta uma família neandertal, uma antropóloga dos dias de hoje e uma astronauta do século XXV. As três histórias perguntam a mesma coisa: o que faz a vida humana valer, sendo tão curta?

Ficha Resumida
- Título Original
- In the Blink of an Eye
- Título no Brasil
- Em Um Piscar de Olhos
- Duração
- 94 minutos
- Ano
- 2026
- País
- Estados Unidos
- Direção
- Andrew Stanton
- Roteiro
- Colby Day
- Distribuição
- Disney+
Do que trata Em Um Piscar de Olhos?
O filme é de Andrew Stanton, diretor de Procurando Nemo e WALL-E, e intercala três histórias separadas por milhares de anos:
- Há 45 mil anos – Thorn e Hera, um casal neandertal longe de casa, tentam manter os filhos vivos.
- Nos dias de hoje – Claire, pós-graduanda em antropologia, estuda restos humanos antigos e começa a namorar o colega Greg.
- No século XXV – Coakley viaja com embriões humanos e Rosco, a inteligência artificial da nave, rumo a um planeta onde a humanidade possa recomeçar.
A ligação entre as épocas aparece aos poucos, em objetos, em genes e em escolhas que se repetem.
Como as três histórias se conectam?
Por uma bolota de carvalho. Lark, a filha de Thorn, guarda uma como pingente e a passa adiante na família.
Milhares de anos depois, a equipe de Claire encontra a bolota junto de um esqueleto. Greg a transforma num pingente de ouro, que mais tarde fica com o filho do casal, David.
O estudo daquele DNA antigo inspira David a criar a Elixir, uma terapia genética que retarda o envelhecimento. É ela que permite a Coakley viver séculos e atravessar o espaço, levando a mesma bolota.
Neandertais e humanos modernos tiveram filhos juntos?
Tiveram, e o filme incorpora isso. Depois de perder Hera, Thorn e Lark são acolhidos por um grupo de Homo sapiens, e Lark forma família ali.
Na ciência, essa mistura foi confirmada pelo sueco Svante Pääbo, que sequenciou o genoma neandertal e ganhou o Nobel de Medicina de 2022.
Pessoas de ascendência europeia ou asiática carregam, em média, de 1% a 4% de DNA neandertal. E parte desses genes ainda influencia como o sistema imunológico reage a infecções.
A história evolutiva que começou com Charles Darwin ficou bem mais embaralhada do que uma linha reta de ancestrais.
Dá para viver séculos com terapia genética?
Hoje, não. A Elixir do filme repara as células continuamente, e é isso que mantém Coakley viva por séculos.
As terapias genéticas reais tratam doenças específicas, e mexer em genes humanos ainda levanta perguntas éticas sérias, como mostra o texto sobre edição genética de embriões.
A busca por uma vida mais longa também entra no debate sobre o corpo tratado como projeto de engenharia.
O filme toma partido: Claire acredita que a vida tem sentido porque acaba, e o final volta a essa ideia.
Quem é Rosco em Em Um Piscar de Olhos?
Rosco é a inteligência artificial da nave e a única companhia de Coakley durante décadas. As duas conversam, discordam e dividem decisões.
Quando uma praga ataca as plantas que produzem o oxigênio, Coakley se oferece para morrer e poupar ar para os embriões.
Rosco propõe outra saída: desligar-se para sempre e ceder o próprio espaço para uma nova estufa.
O filme trata a perda como luto, e a cena encosta na pergunta do texto a IA pode sofrer.
Como termina Em Um Piscar de Olhos?
Spoiler: O final de Em Um Piscar de Olhos explicado
Coakley chega ao planeta Kepler-16b e cria V, a primeira criança nascida de um dos embriões. A humanidade recomeça ali.
Os anos passam, V envelhece e morre, e Coakley, que não envelhece, faz o discurso de despedida: diante do universo, a humanidade inteira durou um piscar de olhos. No fim, ela escolhe deixar a colônia.
A última revelação fecha o círculo: o esqueleto estudado por Claire era da neta de Thorn.
O que Em Um Piscar de Olhos acerta e inventa?
- Acerta: neandertais e Homo sapiens tiveram filhos juntos, e parte desse DNA segue em nós.
- Acerta: DNA extraído de ossos antigos virou fonte real de descobertas sobre a origem humana.
- Acerta: uma longa viagem espacial depende de manter vivo um pequeno ecossistema a bordo.
- Inventa: uma terapia genética capaz de segurar o envelhecimento por séculos.
- Inventa: um Kepler-16b habitável; o planeta real é um gigante gasoso frio que orbita duas estrelas, segundo o Centro de Astrofísica de Harvard.
Vale a pena assistir Em Um Piscar de Olhos?
Vale, com ressalvas fortes. A crítica foi dura: só cerca de 16% das resenhas reunidas no Rotten Tomatoes são positivas, e o consenso aponta muita ambição e pouca execução.
Ao mesmo tempo, o filme ganhou em Sundance o prêmio Alfred P. Sloan, dado a longas que tratam sobre ciência.
- Pontos fortes – a trilha de Thomas Newman e a fotografia, elogiadas até nas resenhas negativas.
- Ressalva – a história do presente é a mais fraca, com diálogos de romance que soam forçados.
- Para quem gosta do tema – com 94 minutos, funciona como porta de entrada para conversar sobre evolução humana e vida longa.
Se fizer sentido para você, comente e compartilhe – uma vida sem fim teria o mesmo valor?