A mente adora o destino — “logo, portanto, fim”. Mas Mill desconfia do turismo intelectual: o valor do raciocínio não está em soar correto, mas em mostrar por que é correto. O Livro II entra onde muita gente finge chegar: inferência, prova e o preço de cada “portanto”.
filosofia da ciência
Sistema de Lógica (Mill) – Livro I: O primeiro laboratório é a língua
A ciência adora parecer objetiva, mas tropeça onde menos confessa: nas palavras com que pensa. Mill começa pelo básico — e pelo mais traiçoeiro: nomes, classes, definições. Antes de método, ele calibra o instrumento.
Sistema de Lógica: John Stuart Mill
A ciência não avança só com descobertas; avança quando aprende a justificar. Mill ajusta as ferramentas antes de construir: linguagem, inferência, indução, falácias e o terreno humano. Se a obra é longa, a ambição é simples: menos brilho retórico, mais lastro.
Ciência, Opinião e Pseudociência: quem decide o que vale como conhecimento?
Todo mundo “tem uma opinião”. A pergunta difícil não é o que pensar — é como separar convicção de conhecimento. Porque uma frase pode emocionar e ainda assim não resistir a um teste simples.
Ciência e Tecnologia: Qual é a diferença – e por que ela importa?
Quando o celular melhora, a gente diz “a ciência fez”. Quando o remédio funciona, idem. Só que ciência e tecnologia andam juntas sem ser a mesma coisa — e confundir as duas tem preço.
O Mito da ciência perfeita: por que “prova definitiva” não existe?
“A ciência provou.” A frase soa como carimbo. Só que ciência não funciona como cartório de verdades eternas — funciona como oficina de explicações que sobrevivem ao teste. Até agora.
O Método Científico existe mesmo?
Misture hipótese, adicione experimento, asse em dados e sirva a verdade. Funciona em sala de aula. Na vida real, a ciência cozinha com bem mais panelas — e nenhuma receita única.
A solidão do criador em Frankenstein: por que invenções exigem diálogo?
Todo criador corre o risco de se apaixonar pela própria ideia antes de escutar o mundo. Em Frankenstein, esse risco ganha forma em Victor: ele cria no isolamento, esconde o processo e abandona a consequência.
Corpo e tempo: o relógio biológico contra o relógio social
O corpo ainda funciona em ritmo solar, mas o mundo gira em luz azul. Nossos relógios internos contam ciclos; os digitais, metas. Entre o que somos e o que fingimos ser, cresce um ruído fisiológico – o da dissonância entre a biologia e a era 24/7.
IAT e preconceito implícito: o que o teste realmente mede?
“Não sou preconceituoso, mas o teste deu alto.” A frase resume a promessa e o problema do IAT: um instrumento que revelaria vieses que você nem sabia ter — e que, uma vez revelados, poderiam ser treinados e corrigidos. A promessa era poderosa. A ponte entre o escore e o comportamento real, nem tanto.